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UAlg assina protocolo de cooperação com a Organização de Estados Ibero-Americanos

Publicado em 20 Abril 2018 por RUA

A Universidade do Algarve (UAlg) foi das primeiras universidades portuguesas a celebrar um protocolo com a Organização de Estados Ibero-Americanos (OEI) para a Educação, a Ciência e a Cultura. Este protocolo foi assinado no dia 17 de abril, na UAlg, pelo vice-reitor, Saúl de Jesus, e pela diretora da OEI Portugal, Ana Paula Laborinho.

Com este protocolo pretende-se enquadrar o relacionamento institucional a as atividades relacionadas com o desenvolvimento de programas e projetos de cooperação conjuntos nos campos da educação, da ciência e da cultura.

A curto prazo, a UAlg poderá beneficiar com este protocolo de Cátedras Ibero-Americanas de Ciência, Tecnologia e Sociedade, bem como do Programa Paulo Freire de Mobilidade Académica para Estudantes. Além disso, a OEI irá colaborar na organização de um evento da Rede Ibero-Americana de Universidades Promotoras da Saúde (RIUPS) que será organizado na UAlg em 2019.

A OEI foi criada em 1949, é constituída por 24 Estados-membros, tendo o Escritório de Portugal aberto em novembro de 2017. É um organismo de carácter governamental para a cooperação entre os países ibero-americanos. Os seus campos de atuação são a promoção da educação, da ciência, da tecnologia e da cultura, no contexto do desenvolvimento, da democracia e da integração regional. Procura ainda cooperar com os Estados-membros em atividades orientadas para a elevação dos níveis educacional, científico, tecnológico e cultural, bem como para fomentar a educação como uma alternativa válida e viável para a construção da paz, mediante a preparação do ser humano para o exercício dos direitos humanos e das mudanças que possibilitem sociedades mais justas.

Esta Organização desenvolve a sua ação em articulação com a Agenda 2030 das Nações Unidas, procurando promover parcerias inclusivas, baseadas na partilha de boas práticas e no trabalho em rede e na inovação.

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Primeiras Jornadas em Comportamentos Aditivos e Dependências do Algarve promovidas em Faro

Publicado em 20 Abril 2018 por RUA

Nos dias 24 e 25 de maio de 2018, no Anfiteatro Teresa Gamito (Campus de Gambelas), vão realizar-se as «1as Jornadas em Comportamentos Aditivos e Dependências do Algarve – 30 anos de intervenção», organizadas pela Divisão de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (DICAD) da ARS Algarve e pela Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve.

Coincidindo com a comemoração dos 30 anos de intervenção na área dos comportamentos aditivos e das dependências no Algarve, as Jornadas iniciam com uma mesa intitulada «Da fundação à atualidade», tendo como palestrantes o médico de Medicina Geral e Familiar na Unidade de Desabituação do Algarve, Álvaro Pereira, o Diretor-Geral do SICAD, João Goulão e o Presidente do Conselho Diretivo da ARS Algarve, Paulo Morgado.

Estas Jornadas, destinadas a estudantes, profissionais de saúde e técnicos de todas as entidades parceiras, têm como objetivos: divulgar as estruturas de saúde, os projetos de intervenção e a investigação realizada na área, bem como estreitar os laços entre as entidades regionais que operam dentro da rede de referenciação/articulação, no âmbito dos comportamentos aditivos e das dependências.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas aqui 

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UAlg recebe 68 residentes estrangeiros para realizarem exame de Português Língua Estrangeira

Publicado em 20 Abril 2018 por RUA

No dia 21 de abril, a Escola Superior de Gestão, Hotelaria e Turismo (ESGHT) da Universidade do Algarve, no Campus da Penha, receberá 68 residentes estrangeiros para realizarem as provas do Certificado Inicial de Português Língua Estrangeira (CIPLE), que lhes permitirá adquirir a nacionalidade portuguesa.

O exame CIPLE é composto por três componentes, Compreensão da Leitura e Expressão Escrita, Compreensão Oral e Expressão Oral, e atesta a capacidade geral básica para interagir num número limitado de situações de comunicação previsíveis do quotidiano.

O exame é realizado através de um protocolo estabelecido com o Centro de Avaliação de Português Língua Estrangeira (CAPLE) da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Além deste exame de nível A2 do Quadro Comum Europeu de Referência para as Línguas, a ESGHT realizará mais quatro exames de níveis mais avançados para fins profissionais e académicos – B1, B2, C1 e C2 – no final de maio. Há ainda uma segunda época de exames nos meses de outubro e novembro.

De notar que os exames de Português Língua Estrangeira do CAPLE são reconhecidos por várias instituições nacionais e estrangeiras para fins profissionais, sociais e educativos.

A aplicação do exame CIPLE envolve cerca de 14 docentes dos departamentos de ensino de línguas das várias unidades orgânicas da UAlg.

Desde 2011, a ESGHT já recebeu mais 1400 candidatos estrangeiros, prestando um serviço fundamental à comunidade estrangeira do Algarve e apoiando desígnios essenciais desta Universidade: o respeito e valorização da diversidade e a estreita ligação com a comunidade envolvente.

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UAlg obtém mais de 1,5 milhões de euros de financiamento para projetos de investigação

Publicado em 20 Abril 2018 por RUA

A Universidade do Algarve conseguiu sete candidaturas aprovadas no âmbito do Aviso 02-SAICT-2017 (Projetos de IC&DT em todos os Domínios Científicos 2017). Nesta primeira fase, a UAlg obteve um total elegível de 1 571 583,67 euros, o que equivale a um financiamento de 621 633,27 pelo PO Algarve, sendo o restante suportado pelo Orçamento de Estado.

 

Centro de Investigação em Biomedicina (CBMR) 

O CBMR conseguiu apoio para desenvolver dois projetos de investigação na área da Medicina e Ciências da Saúde, num investimento elegível de cerca de 500 mil euros. O projeto “DevoCancer – Descodificação da evolução do cancro da mama através de assinaturas de expressão diferencial do alelo mutado”, liderado pela investigadora Ana Teresa Maia, tem como objetivo contribuir para a identificação e caracterização dos diferentes tipos de tumores, por forma a conseguir pensar novas estratégias de tratamento e gestão da doença. Tendo em conta que a heterogeneidade dos tumores é uma das principais causas da falha dos tratamentos e, consequentemente, da elevada mortalidade provocada por este tipo de cancro, a equipa pretende colocar a hipótese do RNA ser biologicamente revelante para compreender este tipo de mutações. Já o projeto “VITAL”, coordenado pelo investigador José Bragança, pretende debruçar-se sobre a investigação em torno da Cardiomiopatia da não-compactação do ventrículo esquerdo, a terceira doença cardíaca mais comum, causada, presumivelmente, por uma falha durante o desenvolvimento fetal. O grupo de investigação espera, assim, identificar um conjunto de genes envolvidos no desenvolvimento e progressão da doença por forma a utilizá-los como marcadores genéticos específicos para diagnosticar e tratar, de forma cada vez mais eficaz, este tipo de pacientes.

 

Centro Interdisciplinar de Arqueologia e Evolução do Comportamento Humano (ICArHEB) 

O ICArHEB viu financiadas duas candidaturas, num investimento elegível de cerca de 500 mil euros. O projeto “Origens e Evolução da Cognição Humana e o impacto da ecologia costeira no SW Ibérico” irá investigar a emergência e o desenvolvimento da cognição humana durante o desaparecimento dos últimos Neandertais e a emergência dos primeiros Homens Anatomicamente Modernos no sudoeste da Europa, particularmente no Algarve, bem como verificar o impacto que as mudanças na ecologia costeira, incluindo o nível do mar e a localização das linhas costeiras, poderão ter tido neste momento particular do passado humano. O projeto, coordenado pelo investigador Nuno Bicho, assenta na escavação de jazidas arqueológicas do Paleolítico Médio das grutas de Companheira e Ibn Ammar (Rio Arade), e do Paleolítico Superior do abrigo de Vale Boi, perto de Sagres. Por sua vez, o projeto de investigação intitulado “MugePortal – Concheiros de Muge: Um novo portal para os últimos caçadores-recolectores do Vale do Tejo”, coordenado pela investigadora Célia Gonçalves, foca-se na requalificação e valorização do património arqueológico e paleoantropológico do complexo mesolítico de Muge, classificado como Monumento Nacional desde 2011. A estratégia de ação envolve uma abordagem multidisciplinar e inovadora com o desenvolvimento de infraestruturas cibernéticas e iniciativas de e-ciência que permitirão a criação de uma base de dados arqueológica online (MugeData); e de um projeto-piloto para uma exposição sobre os concheiros de Muge baseada em tecnologias de realidade aumentada e virtual. O trabalho será desenvolvido por uma equipa de investigação constituída por investigadores do ICArEHB, e docentes da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (FCHS), do Instituto Superior de Engenharia (ISE) da UAlg e do departamento de Ciências da Vida da Universidade de Coimbra. Integrará ainda seis novos membros que serão contratados no âmbito deste financiamento para desenvolver atividades de investigação relacionadas diretamente com o projeto. 

Centro de Investigação Marinha e Ambiental (CIMA)

O CIMA viu aprovado o projeto “Exploring New approaches to simuLAte long-term Coastal Evolution (ENLACE)”, coordenado pela investigadora Susana Costas, com um investimento elegível de cerca de 230 mil euros. As previsões de longo-termo de evolução costeira, as escalas de décadas, são cada vez mais procuradas para o planeamento e adaptação face às alterações climáticas e à subida do nível médio do mar. O ENLACE irá aplicar modelos numéricos baseados em processos físicos, com o objetivo de identificar a melhor estratégia para simular a evolução a longo-termo das costas arenosas. Esta estratégia será determinada por um balanço entre reducionismo e síntese para capturar comportamentos morfológicos chave que expliquem e ajudem a prever alterações a um nível de “complexidade apropriada”.

 

Centro de Eletrónica, Optoelectrónica e Telecomunicações (CEOT) 

Natália Marques, investigadora do CEOT candidatou-se com o projeto “SourUnion – Análise da interação entre o porta-enxerto laranjeira azeda e a variedade enxertada que provoca o declínio dos citrinos na presença do Citrus tristeza vírus”, obtendo um financiamento que ronda os 87 mil euros. A laranja azeda tem características agronómicas altamente desejáveis, bem adaptadas à bacia do Mediterrâneo e à maioria das regiões de cultivo de citrinos. No entanto, é suscetível à doença viral de maior importância económica dos citros, Citrus tristeza vírus (CTV), que induz o declínio (ou tristeza) e a morte de variedades cítricas enxertadas. O objetivo deste projeto é identificar e validar compostos biomarcadores associados à doença em declínio para melhorar a laranja azeda e, assim, responder à sua procura e ao desenvolvimento da citricultura do Mediterrâneo.

 

Projeto na área da Química

Neste lote dos sete projetos está o do investigador João Brandão, do Grupo de Química Teórica da UAlg, que também viu aprovado o seu projeto na área da Química, intitulado “ReaDyHyCiCN: Estudos da dinâmica da combustão do hidrogénio em nanotubos de carbono”, com um investimento elegível total de cerca de 151 mil euros. O programa Multiprocess Reaction Dynamics (MReaDy), que mostrou modelar com precisão a combustão em fase gasosa de uma mistura de hidrogénio e oxigénio, será adaptado para estudar a mesma reação confinada a um nanotubo de carbono em diferentes condições de diâmetro, pressão do gás e temperatura. Este projeto visa estudar e otimizar as condições para a combustão de hidrogénio a baixas temperaturas, sem formação de chama, sendo a energia libertada neste processo acumulada como energia de vibração dos nanotubos de carbono e como energia cinética dos produtos.

Estes são os primeiros resultados conhecidos, aguarda-se ainda a comunicação de mais projetos ao abrigo de outros Programas Operacionais, e de fundos nacionais, através da Fundação para a Ciência e Tecnologia.

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UAlg recebe Final das Olimpíadas Portuguesas de Biologia

Publicado em 17 Abril 2018 por RUA

A Universidade do Algarve acolhe, no próximo sábado, dia 21 de abril, pelas 9h00, a Final das Olimpíadas Portuguesas de Biologia (OPB), com a participação de 53 alunos do Ensino Secundário, oriundos de todo o país. A cerimónia contará ainda com as presenças do bastonário da Ordem dos Biólogos, José Matos, e do reitor da UAlg, Paulo Águas. 

As OPB de 2018 são constituídas por duas categorias: as Olimpíadas Portuguesas de Biologia Sénior, para alunos do 10º ao 12º ano, e as Olimpíadas Portuguesas de Biologia Júnior, especificamente para alunos do 9º ano.

Durante o dia, os alunos finalistas irão realizar 3 a 4 exames práticos individuais nos laboratórios da UAlg, já que o regulamento refere que  estes exames devem decorrer numa universidade que lecione o curso de Biologia. O tema dos exames será escolhido por docentes da UAlg, tendo em conta os temas das International Biology Olympiad.

Dos 53 participantes, os quatro melhores classificados nesta final terão acesso às Olimpíadas Internacionais de Biologia.

A cerimónia de encerramento está prevista pelas 12h45 no anfiteatro verde da Faculdade de Ciências e Tecnologia (edifício 8), do Campus de Gambelas.

Organizadas pela Ordem dos Biólogos, em colaboração com a Agência Nacional Ciência Viva, estas Olimpíadas são um concurso de Ciência, na área da Biologia, destinado a estudantes do ensino Básico e Secundário, de escolas públicas ou privadas.

Mais informação sobre as OPB em http://olimpiadas.ordembiologos.pt

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UAlg participa na maior feira de Educação do mundo que decorre na Colômbia e no Chile

Publicado em 12 Abril 2018 por RUA

A Universidade do Algarve (UAlg) encontra-se na Expo Estudante 2018, a maior feira de Educação do mundo, que decorre de 10 a 15 de abril, na Colômbia, e nos dias 17 e 18, no Chile, para dar a conhecer as suas principais novidades de formação inicial (licenciaturas) e avançada (pós-graduações, mestrados e doutoramentos).

Na Colômbia, a comitiva da UAlg visitará ainda a Universidade de Magdalena Santa Marta, no dia 13, para assinar um protocolo específico de colaboração referente aos cursos de pós-graduação e mestrado entre as duas universidades.

No Chile, serão também estabelecidos protocolos de colaboração com as Universidades de Talca e Pontífice Católica, no dia 17, e com a Universidade de Andres Bello, no dia 18.

Durante a feira, os representantes da UAlg terão oportunidade de explicar aos visitantes, em primeira mão, como é “Estudar onde é bom viver”, abordando questões como o custo de vida, a duração dos cursos e as formas de acesso.

Na UAlg, os cursos são lecionados em Português, o que na opinião da vice-reitora pra a Investigação e Internacionalização, Alexandra Teodósio, “facilitam a colaboração com a América Latina no ensino e na investigação, porque o Português e o Espanhol são muito próximos.”

Para a coordenadora do Gabinete de Relações Internacionais e Mobilidade, Marleni Azevedo, “este contacto é muito importante porque permite demonstrar a qualidade dos nossos cursos em todas as áreas de formação, o ambiente internacional que caracteriza a UAlg e, ao mesmo tempo, o Algarve como um todo, ou seja, como um destino único, repleto de oportunidades e que, cada vez mais, é procurado por estrangeiros.”

“Algarve is Our Campus – Study and Research in Algarve”

A participação da UAlg insere-se no projeto “Algarve is Our Campus – Study and Research in Algarve”, cofinanciado pelo Programa Operacional Regional do Algarve – CRESC Algarve 2020, através do Sistema de Apoio a Ações Coletivas – Internacionalização, que tem como objetivo promover e reforçar a notoriedade e atratividade da Universidade do Algarve e da Região, através da implementação de ações que visam a internacionalização e o consequente aumento do número de estudantes, docentes e investigadores internacionais.

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Investigadora da UAlg será a próxima convidada do TEDx TALKS

Publicado em 11 Abril 2018 por RUA

Ana Teresa Maia, investigadora do Centro de Investigação em Biomedicina (CBMR) da Universidade do Algarve, será a próxima convidada do ciclo de conferências TEDx TALKS, que decorrerá no dia 14 de abril, na Casa da Música, no Porto. O evento, de cariz internacional, e reconhecido um pouco por todo o mundo, debruçar-se-á, nesta edição, sobre a pergunta: “É natural?”. 

Com esta questão desafiadora, pretende gerar-se uma reflexão sobre o mundo atual. Focando-se num espaço cada vez mais complexo e artificial – criado pelos seres humanos – a conferência deixa em aberto alguns questionamentos: “será o natural melhor que o artificial? Em todas as condições e situações? O artificial é necessariamente mau?”

Ana Teresa Maia dar-nos-á a resposta a estas e outras perguntas, explicando por que motivo “Errar é natural”. Saiba mais sobre o evento aqui.

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Gabinete de Desporto da Associação Académica da UAlg foi distinguido com a Certificação Bandeira da Ética

Publicado em 10 Abril 2018 por RUA

O Gabinete de Desporto da Associação Académica da Universidade do Algarve (AAUAlg) foi distinguido com a Certificação Bandeira da Ética pela sua iniciativa “Desporto Universitário Também é Jogo Limpo”. Sob a tutela do Instituto Português do Desporto e Juventude, a Bandeira da Ética é um selo de qualidade das iniciativas desportivas, que deve ser potenciado pelas entidades certificadas, dentro e fora da sua organização. 

Através da iniciativa “Desporto Universitário Também é Jogo Limpo” a AAUAlg procedeu à implementação de regulamentos nas competições internas (troféus reitor), promovendo, assim, um maior fair-play com influência direta nas classificações das competições e contribuindo para a promoção dos valores éticos através do desporto.

A Bandeira da Ética é um processo de certificação dirigido a clubes, escolas, projetos ou qualquer outro tipo de iniciativas e entidades que queiram ver reconhecido e certificado o seu trabalho no âmbito da promoção dos valores éticos através do desporto. Pretende-se, igualmente, através deste projeto implementar um processo que identifique e promova boas práticas desportivas.

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Investigador da UAlg mostra porque terão sido importantes na evolução humana as sobrancelhas expressivas

Publicado em 10 Abril 2018 por RUA

Um estudo realizado na Universidade de York por Ricardo Miguel Godinho, investigador do Centro Interdisciplinar de Arqueologia e Evolução do Comportamento Humano (ICArHEB) da Universidade do Algarve, sugere que sobrancelhas muito móveis e capazes de exprimir emoções subtis poderão ter sido essenciais na comunicação não-verbal na evolução humana recente. As principais conclusões deste estudo, intituladoSupraorbital morphology and social dynamics in human evolution”, foram publicadas, no dia 9 de abril, na revistaNature Ecology & Evolution.

Ricardo Miguel Godinho integrou um grupo de investigadores no âmbito do seu doutoramento na Universidade de York, onde realizou várias simulações. Para analisar a função da arcada supraciliar, utilizaram um crânio hominíneo fóssil icónico, Kabwe 1, que se encontra depositado na coleção do Museu de História Natural de Londres. Este crânio pertence àquela que é considerada por muitos como a nossa espécie ancestral, Homo heidelbergensis, que terá existido entre há 600.000 a 200.000 anos.

Utilizando técnicas computacionais de engenharia os investigadores concluíram que as duas hipóteses mais comuns para explicar a presença de arcadas supraciliares proeminentes, a hipótese espacial e a mastigatória, não são suficientes para explicar a arcada massiva de Kabwe 1. A hipótese espacial propõe que as arcadas supraciliares se formam para ocupar o espaço entre a caixa craniana e as órbitas. A hipótese mastigatória propõe que as arcadas supraciliares se desenvolvem para estabilizar o crânio contra as forças desenvolvidas durante a mastigação.

“Através de software de modelação 3D modificámos a arcada supraciliar massiva de Kabwe 1. Como foi possível reduzi-la significativamente, percebemos que a arcada não é assim tão grande apenas devido ao espaço entre a caixa craniana e as órbitas”, explica o investigador da UAlg. “Em seguida simulámos mastigação em vários dentes e percebemos que a arcada supraciliar não se deforma significativamente durante a mastigação, sendo os resultados practicamente iguais entre o crânio original e outras versões com a arcada reduzida. Isto significa que a arcada tem relevância limitada para a estabilização do crânio durante a mastigação.”

Os investigadores puderam concluir, assim, que a forma da arcada supraciliar não se deve unicamente a fatores espaciais ou mastigatórios.

Espécies ancestrais humanas apresentam arcadas supraciliares muito proeminentes, e estas, tal como as armações dos veados, poderiam funcionar como um sinal permanente de dominância e agressividade. “Na nossa espécie, Homo sapiens, as arcadas supraciliares tornaram-se mais pequenas devido à evolução da testa para uma forma mais vertical e suave, tornando as sobrancelhas mais visíveis e capazes de uma amplitude de movimentos mais diversificada e subtil”, explica Ricardo Godinho.

Segundo o grupo de investigação, “esta mudança permitiu o desenvolvimento e refinamento da comunicação não-verbal através das sobrancelhas, sendo esta essencial na transmissão de emoções subtis como a simpatia e o reconhecimento”. Na opinião dos investigadores “esta capacidade terá permitido uma maior compreensão e cooperação entre pessoas, essencial para a formação de redes sociais de grande dimensão”.

Este estudo contribui, assim, para o longo debate acerca da razão porque outros hominíneos, incluindo a nossa espécie ancestral (Homo heidelbergensis), tinham arcadas supraciliares tão protuberantes e nós, Homo sapiens, temos uma testa vertical com arcadas muito reduzidas.

De acordo com Paul O’Higgins (professor na Universidade de York e coautor do artigo), “a função de comunicação não-verbal refinada da nossa testa terá inicialmente sido um efeito colateral da redução do tamanho das nossas caras nos últimos 100.000 anos. Este processo de redução facial acelerou nos últimos 10.000-20.000 anos, quando mudámos de caçadores recolectores para agricultores – um estilo de vida que resultou em menos atividade física e numa dieta menos variada e mais mole”.

Penny Spikins (professora da Universidade de York e coautora do artigo) esclarece que “os movimentos das sobrancelhas permitem-nos expressar emoções complexas assim como perceber as emoções dos outros. Erguer as sobrancelhas rapidamente (“eyebrow flash”) é um sinal intercultural de reconhecimento e de disponibilidade para a interação social. Erguer as sobrancelhas no meio da testa exprime simpatia. Movimentos ligeiros e pequenos das sobrancelhas são essenciais para identificar confiança e engano. Por outro lado, foi já demonstrado que pessoas que têm o movimento das sobrancelhas limitado devido, por exemplo, à aplicação de botox são menos capazes de causar empatia e de se identificarem com as emoções de outros”. Assim sendo, “as sobrancelhas são essenciais para explicar como os humanos se tornaram tão bons a interagir uns com os outros.”

Este estudo foi parcialmente financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia.

Fotografia: Eyebrows on fleek: Model of a modern human skull next to Kabwe 1. Image credit: Professor Paul O’Higgins, University of York

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Universidade do Algarve lança laboratórios de Energia Azul no âmbito do projeto Maestrale

Publicado em 04 Abril 2018 por RUA

A Universidade do Algarve, através do CRIA – Divisão de Empreendedorismo e Transferência de Tecnologia, realizou, no passado mês de março, o laboratório Energia Azul (Blue Energy Lab – BEL).

O primeiro BEL é uma atividade do projeto MAESTRALE, ao abrigo do Programa INTERREG MED, eixo prioritário 1, objetivo específico 1.1.

Os BELs são compostos por encontros e debates sobre Blue Energy, entre os atores da “Quadruple Helix”, que incluem empresas, centros de I&DT, autoridades públicas e população em geral.

O CRIA, associando-se à iniciativa INOVA ALGARVE 2020, organizada pelo NERA, apresentou o projeto MAESTRALE e lançou a atividade dos BELs.

Estiveram presentes cerca de 300 pessoas, desde empresas, SMEs, empreendedores, centros de I&DT, municípios do Algarve, autoridades locais e regionais, entre outros.

A atividade dos BELs prevê a realização de quatro encontros no decorrer do projeto, de onde sairão dois projetos-piloto em Blue Energy, que irão ser desenvolvidos e apoiados pelo MAESTRALE.

O projeto MAESTRALE é uma iniciativa desenvolvida ao abrigo do Programa INTERREG MED, eixo prioritário 1, objetivo específico 1.1.

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