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Linguado pode ajudar a compreender crescimento humano através da hormona da tiroide

Publicado em 29 Novembro 2018 por RUA

Uma equipa de investigadores do Centro de Ciências do Mar (CCMAR) e do Centro de Investigação em Biomedicina (CBMR), da Universidade do Algarve, liderada por Marco A. Campinho e que integra os investigadores Cláudia Florindo (CBMR), Gabriel Martins (IGC) e Manuel Manchado (IFAPA-Spain), acaba de publicar um artigo onde dá a conhecer, pela primeira vez, um mecanismo fundamental no desenvolvimento dos peixes planos (como é o caso do linguado).

Os investigadores descobriram que a migração do olho em peixes planos (assimétricos), de um lado da cabeça para o lado oposto, é coordenada pela hormona da tiroide.

A descoberta permite identificar, de modo pioneiro, um novo mecanismo para esta hormona, que é já conhecida pelo público como sendo fundamental na regulação do crescimento e desenvolvimento do organismo humano e, em especial, do sistema nervoso central.

Tendo como principal objetivo compreender os mecanismos de desenvolvimento pós-natal dependentes da hormona da tiroide, a equipa de investigação recorreu a avançadas técnicas de microscopia e reconstrução 3D, em combinação com dados genéticos/genómicos, que lhes permitiram chegar a esta importante conclusão que, de acordo com os investigadores, “poderá ser importante não apenas para perceber a diversidade biológica do mundo que nos rodeia como também para compreender a complexa rede de vias de sinalização em mamíferos, sugerindo novas pistas e novas funções para esta hormona”.

Falamos, assim, de uma investigação que agora é tornada pública pela prestigiada revista científica Scientific Reports e que parte dos peixes para dar a conhecer aos humanos um novo mecanismo desconhecido para aquela que é considerada como a força motriz no processo de crescimento.

Consulte o artigo completo em : https://www.nature.com/articles/s41598-018-29957-8

Consulte as imagens 3D do desenvolvimento do linguado em: https://www.youtube.com/watch?v=XT0e52qX6s4

 

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Concurso anual MILAGE APRENDER+ distingue melhores alunos do Básico e Secundário

Publicado em 15 Novembro 2018 por RUA

Com o intuito de promover a prática de aprendizagens inovadoras com recurso à plataforma gratuita MILAGE APRENDER+, e potenciar a aprendizagem móvel, utilizando smartphones ou tablets, o projeto MILAGE, coordenado pela Universidade do Algarve, está a prover no presente ano letivo (2018/19) a 1ª edição de um concurso que visa distinguir os melhores alunos do ensino básico e do secundário.

Todas as escolas nacionais podem propor alunos e professores. Pela primeira vez consideram-se três categorias a concurso.

Classificação MILAGE APRENDER+: Alunos. Nesta categoria são reconhecidos os alunos e as respetivas escolas do ensino básico e secundário que ao resolverem exercícios de matemática do ano em que se encontram inscritos ficam melhor classificados.

Aluno Produtor MILAGE APRENDER+. Nesta categoria serão premiadas as três melhores equipas de alunos, orientados por professores, e as respetivas escolas, cujas fichas de exercícios sejam desenvolvidas durante o ano letivo 2018/19, para serem utilizadas por alunos utilizadores da aplicação MILAGE APRENDER+.

Professor Produtor MILAGE APRENDER+. Nesta categoria serão distinguidos três professores e as respetivas escolas que tenham contribuído, elaborando fichas de exercícios, durante o ano letivo 2018/19, para serem utilizadas por alunos utilizadores da aplicação MILAGE APRENDER+.

Embora esta seja a primeira edição oficial do concurso, é de realçar que no ano para ano as pontuações têm aumentado, o que significa que os alunos estão a resolver mais exercícios. No ano de 2017/18 já foram distinguidos alunos dos seguintes agrupamentos de escolas: Rio Tinto n.º3, em Rio Tinto; Manuel Teixeira Gomes, em Portimão; Casquilhos, no Barreiro; Dr. Francisco Sanches, em Braga, e de Santo António, em Santo António da Charneca.

O regulamento pode ser descarregado aqui

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UAlg estuda possibilidade de transformar edifício da Escola Superior de Saúde em Residência Universitária

Publicado em 14 Novembro 2018 por RUA

A Universidade do Algarve assinou, no dia 12 de novembro, em Tomar, a adesão ao Fundo Nacional de Reabilitação do Edificado (FNRE). Com a adesão a este Fundo, a UAlg pretende estudar a viabilidade económica de transformar as antigas instalações da Escola Superior de Saúde, junto ao Teatro dasFiguras, em Faro, numa nova residência universitária.

O FNRE é gerido pela Fundiestamo, com envolvimento do Instituto de Gestão de Fundos de Capitalização da Segurança Social, e irá promover a oferta para estudantes do ensino superior e famílias que, não sendo carenciadas, têm dificuldade em encontrar habitação condigna a valores que conseguem suportar. Este fundo não implica verbas do Orçamento do Estado, nem obriga as entidades a endividarem-se ou a consumirem capitais próprios.

Segundo o presidente da Fundiestamo, Alberto Souto Miranda, “os imóveis envolvidos representam um total de 19 milhões de euros, a que se juntam os 18 milhões para obras, num investimento total de 37,7 milhões de euros.

Para o reitor da UAlg, saber se economicamente é viável transformar as instalações do antigo edifício da Escola Superior de Saúde, em residência universitária, é condição indispensável para o processo de tomada de decisão em curso.

A transformação do edifício em residência, situada entre os dois campi (Gambelas e Penha) e com boa ligação à rede de transporte urbanos, constituirá um forte contributo para minorar as dificuldades atualmente sentidas pelos estudantes deslocados em encontrar alojamento a preços acessíveis.

Recorde-se que a Escola Superior de Saúde já está a funcionar em pleno no Campus de Gambelas, desde o início deste ano letivo.

Refira-se que, atualmente, os Serviços de Ação Social da Universidade do Algarve dispõem de nove Residências Universitárias, com 558 camas, destinadas aos estudantes de formação inicial e mestrados, totalmente lotadas. As residências encontram-se distribuídas por Faro, Gambelas e Portimão e apresentam estruturas diferentes, estando organizadas por edifícios tipo residencial ou apartamentos. Docentes e investigadores (nacionais e estrangeiros) também podem contar com o apoio dos Serviços de Ação Social da UAlg, que disponibilizam seis residências, com uma capacidade global de 56 camas.

Além da UAlg, assinaram protocolo com o FNRE as Universidades de Coimbra e de Évora e os Institutos Politécnicos de Coimbra e de Leiria.

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A “Ética nas Organizações” vai estar em debate na UAlg

Publicado em 13 Novembro 2018 por RUA

A Universidade do Algarve vai ser palco de uma conferência que irá promover o debate sobre a “Ética nas Organizações “, no dia 21 de novembro, às 10h00, no auditório 1.3 do Complexo Pedagógico do Campus da Penha”. Esta conferência reunirá duas individualidades com experiência comprovada, Fernando Correia, jornalista, fundador e investigador do Centro de Investigação de Media e Jornalismo (CIMJ), e José Oliveira, médico pediatra e presidente da Comissão de Ética do Centro Hospitalar do Médio Ave.  

Segundo Paulo Falcão, um dos organizadores do evento, “esta conferência pretende refletir sobre a dimensão ética de afirmação dos valores das organizações, tendo em conta a sua responsabilidade social e o necessário contributo para uma sociedade sustentável”.

Aberta a toda a comunidade, a conferência é organizada pela Escola Superior de Educação e Comunicação (ESEC), com o apoio do Centro de Investigação em Artes e Comunicação (CIAC).

 

 

 

 

 

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Equipa UAlg ajuda alunos a perceber importância do Ensino Superior

Publicado em 12 Novembro 2018 por RUA

A Universidade do Algarve, através da iniciativa “Equipa UAlg”, promove um conjunto de palestras e atividades gratuitas e informais, realizadas voluntariamente pelos docentes e investigadores para alunos e professores do ensino básico e secundário. A edição referente ao ano letivo 2018/19 já está disponível, e os professores interessados poderão consultar a oferta da Equipa UAlg e efetuar a inscrição em www.ualg.pt.

Dividida em duas categorias, “A Universidade vai à Escola”, que consiste na oferta de atividades e palestras em que um docente da UAlg se desloca às escolas da região do Algarve, e “A Escola vem à UAlg”, que disponibiliza um conjunto de temas nas instalações da Universidade, a “Equipa UAlg” conta neste ano letivo com mais de 100 voluntários e 150 palestras diferentes, das quais 41 novas, inseridas nas 15 áreas científicas que formam a oferta desta iniciativa.

Os temas são definidos consoante o nível de formação dos destinatários, podendo ser integrados nos programas das disciplinas.

Com esta iniciativa, só no ano letivo transato mais de 5500 alunos foram sensibilizados para a importância do ingresso no ensino superior, assistindo a mais de uma centena de palestras em áreas científicas diversificadas.

 

 

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Bolsas de Excelência da UAlg já premiaram 289 alunos com 280 mil euros

Publicado em 12 Novembro 2018 por RUA

No dia 10 de novembro, 46 alunos da Universidade do Algarve foram distinguidos, numa cerimónia pública, que decorreu no Grande Auditório do Campus de Gambelas, com a entrega do prémio Bolsas de Excelência. Esta iniciativa, que se realiza pelo sétimo ano consecutivo, contou com a participação de 43 entidades e já premiou 289 alunos, totalizando um apoio de cerca de 280 mil euros. 

A bolsa atribuída paga integralmente o valor da propina do 1º ano de licenciatura ou de mestrado integrado, que no presente ano letivo é de 989,99 euros, aos melhores alunos que se matricularam no 1.º ano, em 2018/2019  (ver listagem completa aqui).

O repto foi lançado pela Universidade do Algarve e, mais uma vez, entidades de diversas áreas, como turismo, banca, saúde, imobiliário, comércio e serviços, reponderam ao desafio, premiando e reconhecendo o mérito e a excelência académica dos estudantes. Este ano, pela primeira vez, associaram-se à iniciativa cinco novas entidades: Altice Labs, Hospital de Loulé, Multiselect, Thai – Restaurante Tailandês de Vilamoura e Marinas do Barlavento. Também em estreia nesta edição está o Município de Aljezur, que atribuiu uma bolsa ao melhor aluno proveniente deste concelho. 

Joana Saraiva foi uma das alunas contempladas. Veio da Escola Secundária Tomás Cabreira, em Faro. Ingressou na Universidade do Algarve no curso de Gestão Hoteleira, com uma média de 18,43. Nesta cerimónia, discursou em representação dos alunos premiados. Perante a assistência começou por questionar: “Porquê a Universidade do Algarve? Para já, porque a UAlg tem muito para nos oferecer. Não é necessário sair do Algarve para encontrar ensino de qualidade ou boas oportunidades”. Seguidamente, concretizou o porquê da sua escolha. “É preciso ficar, apostar e trabalhar no desenvolvimento da Universidade e da região. Tenho a certeza que daqui só podem resultar sinergias, porque estamos todos a trabalhar para atingir um objetivo comum, que é um futuro melhor, seja o nosso futuro, o da Universidade, o das empresas que aqui estão representadas, o da região ou do País.” 

Maria Inês Pinheiro da Silva terminou o 12º ano na Escola Secundária D. Manuel I, em Beja, e ingressou no curso de Biologia Marinha, em primeira opção. Além da importância do valor monetário, a aluna, que ingressou no ensino superior com média de 18,02, realça o fator motivacional que esta iniciativa, por si só, gera nos alunos. “Tomei conhecimento desta iniciativa no 11º ano, já tinha média para entrar no curso, mas trabalhei para a bolsa”.

Cláudia Paulo veio da Escola Básica e Secundária da Calheta, na Madeira. Ingressou no curso de Turismo com uma média de 17,2 e considera que esta iniciativa “é o reconhecimento do seu esforço e dedicação para chegar até aqui, para além de ser uma excelente ajuda financeira.” Artur Rodrigues, estreante na UAlg, mas não no Ensino Superior porque já havia frequentado uma universidade em Lisboa, completou o 12º ano na Escola Secundária Dr. Jorge Augusto Correia, em Tavira. Ingressou em Engenharia Informática, com uma média de 17,3 valores. Já tinha conhecimento desta iniciativa e reconhece que foi um dos fatores que também o levou a escolher a Instituição. 

Na perspetiva das empresas é muito importante atrair e apoiar novos talentos. Este ano, coube a Maria José Encarnação, representante da GMS e MSCAR, falar em nome dos empresários e das entidades envolvidas. Na sua opinião, “é crucial que o meio académico e o meio empresarial estejam interligados e com esta iniciativa a Universidade faz a ponte entre estes dois mundos, valorizando a excelência”. Participante desde a primeira edição, Maria José Encarnação considera que “é nos alunos que está o crescimento e a força da formação, porque a região precisa de quadros e de pessoas que gostem do Algarve.”

Paulo Águas, reitor da UAlg, agradeceu publicamente “o trabalho realizado pelos professores dos alunos premiados, em particular os mais recentes, alguns deles aqui presentes”. Agradeceu ainda aos municípios que se associaram a esta iniciativa.

Nas palavras do reitor, “a Universidade do Algarve pretende assumir-se, cada vez mais, como um parceiro de todos os agentes educativos, de todas as instituições de ensino dos mais diferentes níveis”.

Por último, Paulo Águas dirigiu uma palavra de agradecimento às empresas, que permitiram que, pelo sétimo ano consecutivo, tenha sido possível a entrega das bolsas de excelência. “Em termos acumulados, aproximámo-nos das três centenas de bolsas, o que é notável”, concretizou.

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UAlg mantém posição em ranking internacional

Publicado em 09 Novembro 2018 por RUA

A Universidade do Algarve volta a entrar no World University Rankings da Times Higher Education (THE), nas áreas de “Life Sciences” e “Clinical, pre-clinical and health”. Apesar do aumento do número de universidades, a Universidade do Algarve manteve a posição 401-500 na área de “Life Sciences” e ficou colocada na posição 501-600 na área de “Clinical, pre-clinical and health”.

Em ambas as áreas, a UAlg destaca-se a nível nacional no desempenho “International Outlook”, ou seja na projeção internacional, entre as 8 universidades portuguesas que estão incluídas na lista.

A edição de 2019 deste ranking por áreas, que contempla 751 universidades na área de “Life Sciences” e 721 universidades na área de “Clinical, pre-clinical and health”, é elaborada tendo em conta as diversas valências das instituições, como ensino, investigação, projeção internacional e transferência de conhecimento.

Recorde-se que, de acordo com os resultados já disponibilizados em setembro (ver aqui), a Universidade do Algarve integrou este ano pela segunda vez no ranking mundial, que contempla 1258 universidades de 86 países. Este ranking já havia considerado que o ponto mais forte da Academia algarvia é a sua projeção internacional.

O ranking agora publicado por áreas volta, assim, a reforçar a projeção internacional da Academia algarvia (ver mais informação aqui).

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UAlg está participar numa cimeira sobre “Rede de Inovação e Transferência de Conhecimento” em Macau

Publicado em 06 Novembro 2018 por RUA

A Universidade do Algarve está a participar, de 5 a 9 de novembro, na primeira cimeira “Knowledge Innovation and Transfer Network between China and the B&R Portuguese-speaking and Latin-American Countries”, na Grande Baía de Guandong – Hong Kong – Macau, com o objetivo de promover o debate e a colaboração em áreas como a investigação e desenvolvimento tecnológico, a transferência de conhecimento, o empreendedorismo e a inovação empresarial. 

A cimeira conta com a presença de representantes da Universidade do Algarve e de outras universidades portuguesas, bem como Parques de Ciência e Tecnologia e delegações de Espanha e do Brasil, agregando apresentações, encontros bilaterais, assinatura de memorandos de entendimento e uma visita a áreas de inovação empresarial, localizadas ao redor da grande baía de Guandong – Hong Kong – Macau.

Em representação da Universidade do Algarve encontra-se uma comitiva composta pelo vice-reitor para a Educação e Cultura, Saúl Neves de Jesus, o pró-reitor para a Transferência e Inovação, João Rodrigues, a diretora do Centro de Investigação em Artes e Comunicação (CIAC), Mirian Tavares, a diretora do Centro para os Recursos Biológicos e Alimentos Mediterrânicos (MeditBio), Anabela Romano, e o chefe da divisão do CRIA – Divisão de Empreendedorismo e Transferência de Tecnologia, Hugo Barros.

A participação da UAlg insere-se no projeto “Algarve is Our Campus – Study and Research in Algarve”, cofinanciado pelo Programa Operacional Regional do Algarve – CRESC Algarve 2020, através do Sistema de Apoio a Ações Coletivas – Internacionalização, que tem como objetivo promover e reforçar a notoriedade e atratividade da Universidade do Algarve e da Região, através da implementação de ações que visam a internacionalização e o consequente aumento do número de estudantes, docentes e investigadores internacionais.

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Aluna de doutoramento da UAlg vence Prémio Fraunhofer

Publicado em 06 Novembro 2018 por RUA

Sanaz Asgarifar, aluna de doutoramento em Engenharia Eletrónica e Telecomunicações, foi a grande vencedora no Fraunhofer Portugal Challenge 2018, tendo conquistado o 1.º prémio na categoria de doutoramento, com o trabalho intitulado “Novel Treatment of Glioblastoma Brain Tumour using Bioelectronic Devices”. 

O concurso de ideias, lançado pelo Fraunhofer AICOS, é dirigido a estudantes e investigadores de universidades portuguesas que tenham desenvolvido teses de mestrado ou de doutoramento de excelência, cuja investigação, de utilidade prática, se focou nas áreas das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), Multimédia e outras ciências relacionadas.

O Fraunhofer Portugal AICOS é um centro de investigação da Fraunhofer Portugal que se dedica ao desenvolvimento de soluções de investigação aplicada orientadas para o mercado.

Sanaz Asgarifar desenvolveu e submeteu recentemente a sua tese em Engenharia Eletrónica e Telecomunicações e foi orientada por Henrique Leonel Gomes e Maria da Graça Ruano, docentes do departamento de Engenharia Eletrónica e Informática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UAlg.

A ideia vencedora e estudada na tese de doutoramento de Sanaz, intitulada “Novel Treatment of Glioblastoma Brain Tumour using Bioelectronic Devices”, propõe um novo tratamento do tumor cerebral glioblastoma, usando componentes bioeletrónicos.

 

Sobre o novo tratamento do glioblastoma, usando componentes bioeletrónicos 

O glioblastoma é o cancro mais comum do sistema nervoso central. O prognóstico para portadores desse tipo de tumor é reservado e o tempo de sobrevida médio, após o diagnóstico, é apenas de 12 a 15 meses. Por um lado, devido à natureza invasiva do glioblastoma, a remoção cirúrgica completa não é viável. Por outro, as células tumorais móveis são frequentemente associadas a estruturas cerebrais específicas que causam resistência ao tratamento. A terapia atual para estes tumores cerebrais é inadequada. As principais razões para as falhas no tratamento incluem a dificuldade de administrar químicos através da barreira hematoencefálica e a invasão difusa de células tumorais no cérebro circundante, que as protege da cirurgia e da radiação.

Ora, este projeto tem por objetivo desenvolver uma nova estratégia terapêutica para o glioblastoma. O método baseia-se no uso de componentes eletrónicos capazes de interagir com o mecanismo de sinalização das células para regular funções biológicas, ou seja, o dispositivo usa sinais elétricos para instruir as células cancerosas a entrar num estado quiescente ou morrer.

O trabalho desenvolvido por Sanaz Asgarifar mostra que as células cancerosas comunicam entre si, usando oscilações elétricas. Este mecanismo de comunicação foi revelado inicialmente por métodos óticos, mas tem permanecido inacessível ​​através de elétrodos extracelulares. Isto porque os sinais produzidos por células cancerosas são extremamente fracos. A amplitude é de apenas alguns micro-volts, ou seja, mil vezes mais fracos que um potencial de ação de um neurónio que atinge amplitudes de milivolts. Por isso, medir e entender esses sinais é uma prioridade para o

tratamento do cancro.

Os resultados desta tese contribuíram para o avanço do tratamento do glioblastoma na deteção de sinais produzidos por uma importante classe de células neurais, nomeadamente astrócitos e gliomas. Contribuíram ainda para o desenvolvimento de um método quantitativo eletrofisiológico para medir in vitro a migração de células cancerosas e o estabelecimento de conexões entre células.

Esta tese propõe usar dispositivos eletrónicos para descodificar um “dicionário” de sinais usados ​​pelas células cancerosas e determinar o seu impacto na atividade e migração celular. Uma vez que esses sinais sejam descodificados, os dispositivos podem estimular o tumor com padrões de sinais elétricos para inibir o crescimento das células e até mesmo evocar sinais apoptóticos.

Na edição de 2018 dos prémios Fraunhofer Portugal Challenge concorreram mais de 24 instituições do ensino superior, num total de 55 concorrentes. O Prémio global para os três primeiros lugares é de 9 mil euros. Espera-se que esta investigação possa ser aplicada para construir um protótipo de um dispositivo biomédico aderente à pele. O dispositivo pode ser implementado em substratos flexíveis, macios e biocompatíveis para atuar localmente, com efeitos mínimos nos tecidos saudáveis ​​próximos. Os resultados deste estudo levarão ao desenvolvimento de novas terapias loco-regionais para inibir e suprimir os tumores cerebrais. 

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UAlg vai estar na Web Summit com a plataforma MILAGE APRENDER+

Publicado em 05 Novembro 2018 por RUA

A Universidade do Algarve vai estar presente na terceira edição da Web Summit em Lisboa, onde são esperados mais de 70 mil participantes. A UAlg vai apresentar a plataforma MILAGE APRENDER+, uma app que já está a ser usada por professores e alunos em Portugal, Espanha, Noruega e Turquia.

Em colaboração com o Alto-Comissariado para as Migrações, a app está também a ser utilizada para apoiar alunos do programa Escolhas, cuja missão é promover a inclusão social de crianças e jovens de contextos socioeconómicos vulneráveis, visando a igualdade de oportunidades e o reforço da coesão social. Desenvolvida inicialmente para o ensino da matemática, esta aplicação já abrande outras disciplinas, através de um método pedagógico inovador e motivante, que estimula a aprendizagem autónoma. Com o apoio da Direção Geral de Educação, em Portugal está a ser generalizado o uso da app MILAGE APRENDER+ em todas as escolas do País.

Segundo Mauro Figueiredo, docente da UAlg e coordenador do projeto, “é fundamental acreditarmos que é possível o sucesso estar ao alcance de todos, numa escola mais democrática e inclusiva. Hoje já são mais de 10 000 alunos e professores que utilizam a plataforma, amanhã seremos mais de 1 milhão.”

Veja aqui o vídeo de apresentação

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