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Ministro Manuel Heitor dinamiza sessão “Skills 4 pós-Covid – Competências para o futuro” na UAlg

Publicado em 29 Maio 2020 por RUA FM

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O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, e o reitor da Universidade do Algarve, Paulo Águas, vão dinamizar a sessão “Skills 4 pós-Covid – Competências para o Futuro”, que decorrerá no dia 01 de junho, às 14h00, no Grande Auditório do Campus de Gambelas.

A sessão vai ser transmitida em direto no canal YouTube da UAlg, através do seguinte link: https://www.youtube.com/user/universidadealgarve

Promovida pela Direção Geral do Ensino Superior (DGES) em estreita articulação com a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económicos (OCDE), esta iniciativa conta com a colaboração das instituições de ensino superior. Visa estimular uma rápida adaptação em práticas e abordagens de ensino, aprendizagem, trabalho e investigação para melhor preparar a transição para o período pós-COVID-19, bem como reforçar e valorizar a resposta conjunta dos sistemas de ciência e ensino superior.

A sessão na UAlg contará com um debate moderado pelo vice-reitor Saúl Neves de Jesus, onde serão abordadas quatro temáticas. Georgette Andraz e Rosária Pereira, docentes da Escola Superior de Gestão, Hotelaria e Turismo (ESGHT) vão apresentar uma comunicação intitulada “Academia Empresa: Uma Abordagem Prática da Gestão das Organizações”. Elsa Cabrita, docente da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT), falará sobre “O ensino da aquacultura: um trabalho em equipa”. Isabel Palmeirim, docente do Departamento de Ciências Biomédicas e Medicina (DCBM) vai traçar uma perspetiva sobre a “Medicina-UAlg: como tem sido possível apoiar, adaptar, e não parar de progredir!”.   A terminar, Miguel Fernandes, fundador da empresa Dengun e presidente da Algarve Evolution centrar-se-á na questão “Como nos prepararmos para o futuro mercado de trabalho?”

O programa “Skills 4 pós-Covid – Competências para o Futuro” tem como objetivos: identificar os principais constrangimentos, desafios e oportunidades que a pandemia da COVID-19 introduz e/ou aprofunda nas atividades de ensino superior e na sua relação com a ciência e os mercados de trabalho, públicos e privados; antecipar o papel que as instituições de ensino superior (IES) terão no período pós Covid-19, avaliando as transformações socioeconómicas em curso no que diz respeito à natureza das competências procuradas. Esta iniciativa pretende ainda avaliar como o sistema de ensino superior pode influenciar este processo de transição; e identificar e fomentar novas abordagens ao funcionamento e organização das IES, que permitam capacitar a resposta aos desafios introduzidos pelaCovid-19, incluindo soluções inovadoras de forma colaborativa e em rede, estimulando consórcios de formação avançada, investigação e inovação, IES com empregadores públicos e privados

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MILAGE APRENDER + promove o sucesso no ensino a distância de forma gratuita

Publicado em 27 Maio 2020 por RUA FM

O projeto MILAGE APRENDER + desenvolvido pela Universidade do Algarve já é utilizado por 50 mil alunos no ensino a distância. Com o apoio dos professores desta comunidade, o projeto está a contribuir para a mudança de práticas e para que todos os alunos possam alcançar o sucesso escolar.

Em fase de expansão para todas as escolas e para todas as disciplinas, o projeto mantem o princípio da utilização gratuita, aproveitando as potencialidades das tecnologias e promovendo a igualdade de oportunidades, bem como as aprendizagens significativas e a qualidade do ensino ao longo dos 12 anos de escolaridade.

Com a plataforma MILAGE APRENDER + cada professor constrói um ambiente de ensino e aprendizagem que funciona quer num modelo de ensino presencial, na sala de aula, quer a distância, pois integra, numa mesma aplicação, os elementos necessários para que os alunos aprendam em qualquer lugar e em qualquer momento.

Esta plataforma permite ainda aos professores desenvolverem o currículo com eficiência, monitorizando as tarefas e as aprendizagens dos alunos, num modelo de ensino a distância, tanto na forma síncrona como na forma assíncrona. O feedback, dirigido à tarefa, no âmbito do processo de autoavaliação e de avaliação dos pares, bem como o reforço positivo na compensação pelo empenho e pela qualidade da tarefa realizada, com a introdução da componente de gamificação, são fatores que motivam os alunos e viabilizam processos de avaliação formativa eficazes, de uma forma transparente e simples para todos os envolvidos.

O MILAGE APRENDER + conta com o apoio da Direção-Geral da Educação, da Associação de Professores de Matemática, da Associação de Professores de Português, da Associação Portuguesa de Imprensa. É um projeto que está a expandir-se internacionalmente com o financiamento do programa ERASMUS , os apoios da Federação Espanhola de Professores de Matemática, da Associação Alemã de Professores de Matemática e de Ciências e da Sociedade de Professores de Matemática do Chipre

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UAlg realiza cursos de verão online

Publicado em 25 Maio 2020 por RUA FM

Dirigidos aos jovens a partir dos 15 anos, que frequentam o ensino secundário, os Cursos de Verão da Universidade do Algarve vão realizar-se de 6 a 10 de julho e de 13 a 17 de julho. Este ano num formato diferente, devido à situação de calamidade provocada pela pandemia da COVID-19, os cursos vão decorrer online, através de videoconferências.

Os programas dos cursos estão disponíveis no portal da Universidade do Algarve (www.ualg.pt). As inscrições, que já se encontram abertas, decorrem exclusivamente online, entre 25 de maio e 21 de junho, e têm o valor de 20€ por semana.

O desafio lançado pelo distanciamento social possibilita, curiosamente, que todos estejam ainda mais perto. Qualquer aluno de qualquer ponto do País ou do mundo, que frequente o equivalente ao ensino secundário, terá agora a oportunidade de participar nos Cursos de Verão Online 2020 da UAlg. Estes cursos têm como principal objetivo promover o gosto pelas diversas áreas de ensino e investigação da Instituição e ajudar os jovens na sua escolha vocacional no acesso ao ensino superior.

Entre as 09h30 e as 13h00, os participantes poderão assistir às sessões do curso em que se inscreveram, participar em experiências e esclarecer dúvidas com os intervenientes. A parte da tarde está destinada a atividades desportivas e de lazer, online e interativas.

A atual situação obrigou ao cancelamento de todas as atividades que tinham como objetivo divulgar a oferta formativa da Universidade do Algarve junto dos futuros candidatos ao ensino superior. Tal imposição exigiu uma nova forma de divulgar a Instituição, tentando assegurar que todos os interessados tenham a oportunidade de conhecer, explorar, questionar, sentir e escolher a Universidade do Algarve.

Qualquer dúvida pode ser encaminhada para o seguinte email: cursosdeverao@ualg.pt

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Ervas marinhas vão beneficiar com as alterações globais

Publicado em 20 Maio 2020 por RUA FM

Num estudo publicado recentemente, os investigadores concluíram que os efeitos das alterações climáticas, particularmente do aquecimento oceânico, poderão beneficiar as plantas marinhas. O estudo foi publicado na prestigiada revista científica Functional Ecology e resultou de uma parceria entre investigadores do Centro de Ciências do Mar (CCMAR) e da Universidade de Bangor, no Reino Unido.

Os investigadores conseguiram mostrar neste estudo que as ervas marinhas vão beneficiar do aumento de temperatura e de CO2 nos oceanos já que a sua capacidade de aquisição de azoto irá aumentar, não limitando assim o seu crescimento.  “Neste estudo, demonstrámos que o aquecimento dos oceanos aumenta a carência de azoto da Zostera marina, uma erva marinha amplamente distribuída no hemisfério norte, e que esta carência pode ser preenchida por um aumento da aquisição de azoto orgânico”, revela Ana Alexandre, especialista em ecologia de ervas marinhas do CCMAR, que liderou o estudo.

A equipa de investigação usou uma metodologia inovadora que combinou observações de campo das taxas de aquisição de azoto pela erva marinha em três locais ao longo da sua distribuição geográfica (Islândia, Reino Unido e Portugal) com a resposta de aquisição de azoto da espécie a diferentes temperaturas obtida em experiências de laboratório.

“Sabe-se que as ervas marinhas usam preferencialmente azoto inorgânico, maioritariamente na forma de amónia, mas não se sabia ainda de que forma esta preferência poderia ser alterada com a temperatura”, explica Ana Alexandre. A autora acrescenta ainda que “a hipótese para uma potencial alteração na forma preferencial de azoto assenta no princípio de que, em ambientes mais quentes, é esperada uma taxa mais elevada de regeneração de azoto inorgânico através dos processos microbianos e, consequentemente, uma disponibilidade de azoto orgânico mais baixa”.

Segundo os autores, os resultados agora publicados “indicam que o aquecimento dos oceanos aumenta a aquisição total de azoto pela erva marinha, bem como a contribuição relativa do azoto orgânico para o orçamento total de azoto da planta.

Uma vez que o consumo de azoto orgânico pelos micróbios também aumentou com a temperatura, o aquecimento oceânico poderá potenciar a competição entre a erva marinha e a comunidade microbiana por esta forma de azoto”. As ervas marinhas desempenham um papel fundamental na recirculação dos nutrientes em ecossistemas costeiros.

O estudo mostra que, face a um aumento da temperatura dos oceanos, as ervas marinhas aumentam a sua capacidade de aquisição de azoto, contribuindo para a manutenção da qualidade da água e promovendo o aumento da biodiversidade

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Alunos de Engenharia Elétrica e Eletrónica da UAlg vencem desafio a nível nacional

Publicado em 20 Maio 2020 por RUA FM

Raphael dos Santos e Vitor Augusto Biasi, alunos do 3º ano do curso de licenciatura em Engenharia Elétrica e Eletrónica, do Instituto Superior de Engenharia da Universidade do Algarve, foram uma das equipas vencedoras do desafio ERP Eco Sustainability Award, uma iniciativa da ERP Portugal – Associação Gestora de Resíduos.

Sendo o seio universitário um contexto com potencial para o desenvolvimento de projetos inovadores, criativos e pertinentes para a implementação de práticas sustentáveis, este desafio dirigia-se a todos os estabelecimentos do Ensino Superior, a nível nacional.

Segundo a organização, “através da inovação pretende-se educar os cidadãos, em particular os estudantes, pessoal Docente e Não-Docente dos estabelecimentos visados para a adoção de comportamentos ambientais, materializado na utilização de um Depositrão para facilitar este processo.

Este desafio pressupunha, assim, o cumprimento de duas atividades. A primeira consistia num desenho técnico de um Depositrão inviolável para a recolha de 3 tipos de resíduos e com a dimensão máxima de 2,5m³ – equipamentos elétricos e eletrónicos com potencial de reutilização, resíduos elétricos e eletrónicos que já não apresentam este potencial, e pilhas usadas. A segunda atividade traduzia-se num cartaz de sensibilização para divulgar a missão do Depositrão.

Para a equipa da UAlg, orientada pelo professor Luis Manuel Ramos de Oliveira, “aderir a esta ideia é não só realizar uma simples coleta seletiva do seu e-lixo, mas também ajudar na gestão de Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos, causando menores impactos ao meio ambiente”. A equipa considera que “o destino correto destes materiais pode ajudar na sua reciclagem e evitar a possível e agressiva poluição do meio ambiente”.

A ERP Portugal, no âmbito do seu Plano de Investigação e Desenvolvimento (I&D), tem como objeto os resíduos para os quais possui licença de gestão: Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos (REEE) e Resíduos de Pilhas e Acumuladores (RPA).

O dedafio ERP Eco Sustainability Award 2019-2020 resulta de uma parceria entre a ERP Portugal e a Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE)/Programa Eco-Campus no seguimento das iniciativas de educação ambiental já desenvolvidas.

Além da equipa da UAlg foram ainda selecionados mais 2 projetos a nível nacional. Cada prémio terá o valor unitário de três mil euros.

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Universidade do Algarve participa em projeto estratégico para a sustentabilidade do Turismo no Mediterrâneo

Publicado em 14 Maio 2020 por RUA FM

A Universidade do Algarve integra o projeto BEST MED – Beyond European Sustainable Tourism Med Path, inserido na Priority Axis 4: Enhancing Mediterranean Governance, que visa projetar a governança do Mediterrâneo relativamente ao desenvolvimento turístico responsável, inclusivo e sustentável, estabelecendo uma estrutura ideal para a criação de melhores canais de comunicação entre os atores envolvidos.

O grande desafio do Best Med passa por encontrar formas de atenuar a sazonalidade e minorar os processos relacionados com a falta de cooperação entre os atores turísticos na área MED, incluindo a participação ativa das comunidades residentes ao nível do desenho de políticas, promovendo a criação de destinos sustentáveis ​​a nível europeu.

O projeto, aprovado em outubro de 2019, tem um orçamento de 2.999.774 euros e decorrerá até junho de 2022. Coordenado pela Fundación Público Andaluza El Legado Andalusí (Espanha), conta com 11 parceiros de nove países: Espanha, Itália, Grécia, Eslovénia, Croácia, França, Malta, Montenegro e Portugal.

A equipa da UAlg, liderada por Cláudia Ribeiro de Almeida (ESGHT), integra investigadores do Centro de Investigação em Turismo, Sustentabilidade e Bem-Estar (CinTurs), Alexandra Rodrigues Gonçalves (ESGHT), Elsa Pereira (Escola Superior de Educação e Comunicação), Marisa Cesário (Faculdade de Economia), Íris Lopes (Faculdade de Economia) e Margarida Mascarenhas (Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa), e será responsável por uma das tarefas basilares do projeto: testar um conjunto de atividades relacionadas com o desenvolvimento de rotas culturais que permitam ao turista visitar e permanecer em áreas de interior e, deste modo, enaltecer o património natural e cultural existente

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Investigadora da UAlg integra equipa que descobriu novos fósseis de Homo sapiens na Gruta de Bacho Kiro

Publicado em 11 Maio 2020 por RUA FM

Vera Aldeias, investigadora da Universidade do Algarve, integra uma equipa internacional liderada por Jean-Jacques Hublin, Tsenka Tsanova e Shannon McPherron, do Instituto Max Planck de Antropologia Evolucionária (Leipzig, Alemanha) e Nikolay Sirakov e Svoboda Sirakova, do Instituto Nacional de Arqueologia do Museu da Academia de Ciências da Bulgária (Sofia, Bulgária), que tem efetuado escavações arqueológicas na Gruta de Bacho Kiro desde 2015. Dois artigos científicos, publicados hoje, dia 11 de maio, um na revista Nature, liderado por Hublin, e outro na revista Nature Ecology and Evolution, liderado por Fewlass, relatam a descoberta de novos fósseis de Homo sapiens na Gruta de Bacho Kiro.

Para Vera Aldeias, investigadora do Centro Interdisciplinar em Arqueologia e Evolução do Comportamento Humano (ICArEHB) da UAlg, integrar esta equipa é uma oportunidade única para investigar a transição entre os Homo sapiens e os nossos “primos” mais próximos, os Neandertais. “As descobertas da Gruta de Bacho Kiro vêm demonstrar que os Homo sapiens chegaram à Europa cerca de 8 mil anos antes da extinção dos Neandertais e que trazem com eles novas formas de trabalhar a pedra e o osso em utensílios e pendentes”, refere a investigadora. “Dada a antiguidade e relevância destas descobertas, um dos aspetos essenciais do meu trabalho consistiu em estudar a preservação destas ocupações. As minhas análises mostram que a camada de terra que contém estes achados foi selada por areias e argilas depositadas por água dentro da gruta, o que terá levado a uma excelente preservação destas antigas ocupações humanas, sem introduções de materiais de épocas mais recentes”, explica Vera Aldeias.

Os fósseis descobertos datam de há 45 mil anos e estão diretamente associados com ferramentas em pedra lascada, restos de animais, utensílios em osso e ornamentos pessoais. Estas novas descobertas documentam os primeiros Homo sapiens do Paleolítico Superior que chegaram à Europa e colocam o início da transição cultural entre os Neandertais do Paleolítico Médio e o advento da nossa espécie com o Paleolítico Superior em períodos mais recuados. As caraterísticas das ferramentas de pedra encontradas mostram uma ligação entre os ocupantes da Gruta de Bacho Kiro com outras ocupações que se estendem desde a Eurásia até ao leste da Mongólia.

As descobertas mais espetaculares agora reportadas provêm de uma camada escura e arqueologicamente rica perto da base dos depósitos (camada I). Aqui, a equipa descobriu milhares de ossos de animais, ferramentas em pedra e em osso, contas e pendentes, bem como os restos de cinco fósseis humanos. Com a exceção de um dente humano, todos os outros fósseis humanos encontravam-se demasiado fragmentados para serem reconhecidos pela sua aparência. Em vez disso, foram identificados através da análise de sequências de proteínas.

Para conhecer a idade destes fósseis e dos depósitos na Gruta de Bacho Kiro, a equipa trabalhou em estreita colaboração com Lukas Wacker na ETH Zurich (Suíça) usando datações por radiocarbono por acelerador de espectrometria de massa para produzir idades com maior precisão do que o normal, de forma a poder obter datações diretas nos ossos humanos. “A maioria dos ossos de animais que datámos, provenientes da camada I escura e distinta, tem marcas de corte resultado do trabalho humano. Juntamente com as datações diretas dos ossos humanos, estes dados fornecem-nos balizas cronológicas claras de que os Homo sapiens começaram a ocupar a gruta entre 45.820 a 43.650 anos atrás e potencialmente desde há 46.940 anos”, diz Helen Fewlass, do Instituto Max Planck, em Leipzig.

Descobertas desta idade são geralmente atribuídas aos Neandertais, embora alguns investigadores tenham sugerido a existência de incursões ocasionais de Homo sapiens na Europa anteriores a estas datas. Para saber qual o grupo de seres humanos que produziu as ferramentas identificadas em Bacho Kiro, Mateja Hajdinjak e Matthias Meyer, da equipa de genética liderada por Svante Pääbo, do Departamento de Genética do Instituto Max Planck de Antropologia Evolucionária, sequenciaram o ADN dos fósseis identificados. Dada a excecional preservação do ADN tanto no dente humano como nos fragmentos de homininos identificados por espectrometria de massa de proteínas, conseguimos reconstruir genomas mitocondriais completos de seis das sete amostras identificadas. As sequências de ADN mitocondrial recuperadas são todas atribuídas ao Homo sapiens. “Curiosamente, ao relacionar esses mtADNs com os de outros seres humanos antigos e modernos, as sequências de mtADN desta Camada I de Bacho Kiro inserem-se perto da base de três macrohaplogrupos principais de pessoas atuais que vivem fora da África Subsaariana”, esclarece Mateja Hajdinjak, bolseira de pós-doutoramento no Francis Crick Institute, em Londres, e investigadora no Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology (MPI-EVA).

Os resultados demonstram que o Homo sapiens entrou na Europa e começou a impactar os neandertais cerca de 45 mil anos e provavelmente ainda mais cedo. Eles trouxeram para a Gruta de Bacho Kiro pedra de alta qualidade a partir de fontes de matéria-prima provenientes de até 180 km de distância. Na gruta, produziram pontas sobre lâminas, talvez para caçar e muito provavelmente para abater animais encontrados na região. “Os restos de animais ilustram uma mistura de espécies adaptadas a temperaturas frias e quentes, sendo os bisontes e veados os mais frequentes”, diz o paleontólogo Rosen Spasov, da New Bulgarian University. Estes animais foram caçados extensivamente, mas também foram usados como fonte de matéria-prima. “O aspeto mais notável da coleção faunística é a extensa coleção de ferramentas ósseas e ornamentos pessoais”, diz Geoff Smith, investigador do Instituto Max Planck. Os dentes de urso da caverna foram transformados em pingentes, alguns dos quais são surpreendentemente semelhantes aos ornamentos feitos posteriormente pelos neandertais na Europa Ocidental.

Tomados em conjunto, os sedimentos da Gruta de Bacho Kiro documentam o período de tempo na Europa em que os neandertais do Paleolítico Médio foram substituídos pelo Homo sapiens do Paleolítico Superior (período chamado de transição), e as mais antigas ferramentas feitas pelo Homo sapiens são o que os arqueólogos chamam de Paleolítico Superior Inicial ou IUP na sigla inglesa. “ Até agora, o Aurignacense era considerado o início do Paleolítico Superior na Europa, mas o IUP da Caverna Bacho Kiro, juntamente com o de outros locais no oeste da Eurásia, indica uma presença ainda mais antiga do Homo sapiens”, observa Nikolay Sirakov, do Instituto Nacional de Arqueologia com Museu da Academia de Ciências da Bulgária. “O IUP da Gruta de Bacho Kiro é o Paleolítico Superior mais antigo da Europa. Representa uma nova maneira de fabricar ferramentas de pedra e um novo conjunto de comportamentos, incluindo a fabricação de ornamentos pessoais que estão longe do que sabemos dos neandertais até agora”, relata Tsenka Tsanova, do Departamento de Evolução Humana do Instituto Max Planck de Antropologia Evolucionária.” O IUP provavelmente tem a sua origem no sudoeste da Ásia. “Esta indústria é encontrada aqui na Gruta de Bacho Kiro, na Bulgária, e em sítios arqueológicos desde a Mongólia, à medida que o Homo sapiens se dispersava rapidamente através da Eurásia e, neste processo, terá encontrado, influenciado e acabado por substituir as populações arcaicas de neandertais e denisovanos existentes na Euroásia.”

Mais dados sobre as descobertas podem ser encontrados em:

https://www.eva.mpg.de/press/news/2020-04-24-091055-oldest-upper-palaeolithic-homo-sapiens.html

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UAlg integra projeto para aproximar o Mediterrâneo do Património da Humanidade

Publicado em 24 Abril 2020 por RUA FM

 

 

A Universidade do Algarve integra uma candidatura na área da inovação e transferência de conhecimento, intitulada “iHERITAGE ICT Mediterranean platform for UNESCO cultural heritage”. O objetivo da candidatura insere-se no desenvolvimento de tecnologias de realidade aumentada, realidade virtual e aplicações móveis que possibilitem a melhoria da experiência de visita ao patrimonial cultural reconhecido pela UNESCO.

Liderada pelo parceiro italiano Regione Siciliana – Assessorato del Turismo, dello Sport e dello Spettacolo, no caso do Algarve, as ações serão desenvolvidas através da UAlg e terão como elemento patrimonial a Dieta Mediterrânica.

Esta candidatura pretende, assim, melhorar e divulgar as novas tecnologias nas visitas culturais em áreas do Mediterrâneo, tendo por base os lugares Património da Humanidade. Procura-se, assim, melhorar a experiência de visita aos lugares culturais, quer para os visitantes em geral, quer para investigadores e cientistas, com base em tecnologia imersiva e de realidade aumentada, numa proposta que une em torno do património países como Itália, Jordânia, Líbano, Egito, Espanha e Portugal.

O i-Heritage é uma candidatura ao programa ENI CBC MEDITERRANEAN SEA BASIN PROGRAMME 2014-2020 para propostas estratégicas na área da inovação e transferência de conhecimento, no eixo prioritário: A.2.1. Support technological transfer and commercialisation of research results. Espera-se que os resultados venham a gerar efeitos na dimensão das novas tecnologias e inovação como a criação de patentes, pela criação de itinerários e conteúdos virtuais.

O valor total do financiamento europeu aprovado para o projeto é de €3.486.858,35. Concorreram a esta chamada 198 projetos, mas apenas 22 vão ter financiamento europeu. A Universidade do Algarve é assim parceira de um dos dois projetos aprovados que envolvem Portugal.

A equipa da UAlg integra investigadores de três centros de investigação. Liderada por Alexandra Rodrigues Gonçalves, docente da Escola Superior de Gestão Hotelaria e Turismo (ESGHT) e investigadora do Centro de Investigação em Turismo, Sustentabilidade e Bem-Estar (CinTurs), conta ainda com Mauro Figueiredo, docente do Instituto Superior de Engenharia (ISE) e investigador do Centro de Investigação Marinha e Ambiental (CIMA), Mirian Tavares, docente da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (FCHS) e investigadora do Centro de Investigação em Artes e Comunicação (CIAC) e Bruno Silva, docente da Escola Superior de Educação e Comunicação (ESEC) e também investigador do CIAC. A Região de Turismo do Algarve é um parceiro associado.

Mais informações aqui

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UAlg “Maiores de 23”: a oportunidade de voltar a estudar termina a 30 de abril

Publicado em 17 Abril 2020 por RUA FM

A Universidade do Algarve tem inscrições abertas para a prova de acesso ao concurso especial para maiores de 23 anos. Os candidatos interessados em ingressar através deste concurso ainda poderão fazê-lo até ao próximo dia 30 de abril.

O concurso para Maiores de 23 destina-se a todos aqueles que desejam construir o seu próprio projeto pessoal e valorizar o seu futuro. Não necessitam de ter habilitação académica, devendo apenas ter cumprido 23 anos até dezembro do ano que antecede a candidatura. A prova, que incluí uma componente específica e uma componente de Língua Portuguesa, tem como principal objetivo avaliar o potencial do candidato para ingressar no Ensino Superior. A avaliação do currículo escolar e profissional e uma entrevista são os métodos de seleção que se seguirão às provas.

Tiago Rosário ingressou na UAlg através deste concurso e já terminou a licenciatura em Agronomia. Acredita que esta “é uma excelente oportunidade para quem pretende aprender e obter uma formação superior, mas que por alguma razão não completou o 12ºano.” Com uma experiência profissional diversa, Tiago decidiu ingressar na UAlg por sentir “necessidade de adquirir novos conhecimentos e melhorar a minha formação académica”. Já a escolha da licenciatura teve a ver com o facto de sempre se ter sentido “atraído pela área da produção e do setor primário”.

Relativamente à sua experiência enquanto aluno universitário, Tiago garante que foi muito positiva. “Foi muito enriquecedora a vários níveis, principalmente na amizade e interajuda com os colegas, na disponibilidade e proximidade dos professores”. Garante ainda que “a oportunidade que a universidade dá às pessoas de poderem voltar a estudar «depois do seu tempo» é uma mais-valia para todos”.

Na sua opinião, também os alunos mais jovens podem beneficiar do contacto com os alunos maiores de 23 anos, porque “podem aprender com as suas vivências e experiências”. O aluno acredita, ainda, que “a sociedade beneficia por ter licenciados tão diversificados no mercado de trabalho”.

A Prova de Avaliação de Capacidade para Frequência do Ensino Superior dos maiores de 23 anos realizar-se-á no dia 20 de junho (sábado), às 14h00,  e será efetuada online com recurso ao moodle/tutoria.

Mais informação sobre os Maiores de 23 pode ser consultada aqui

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Alunos da Escola Superior de Saúde da UAlg voluntariam-se para auxiliar instituições sociais

Publicado em 17 Abril 2020 por RUA FM

Na sequência da crescente propagação da COVID 19, os equipamentos sociais de cariz residencial têm vindo a indicar dificuldades para garantir a contínua prestação de serviços, devido à escassez de profissionais. Neste sentido, um grupo de 30 estudantes da Escola Superior de Saúde da Universidade do Algarve vai integrar uma bolsa de voluntários que irá garantir que a missão de prestação de cuidados essenciais à população se mantenha assegurada.

Estes estudantes frequentam os cursos de licenciatura em Ortoprotesia; Imagem Médica e Radioterapia; Enfermagem; Dietética e Nutrição; e Farmácia.

O repto foi lançado pelo Instituto da Segurança Social – Centro Distrital de Faro e o número de voluntários da UAlg continua a crescer. Irão prestar auxílio a favor dos que mais necessitam nas instituições onde não se registem casos positivos ou suspeitos de COVID 19.

A medida de apoio ao reforço de emergência de equipamentos sociais e de saúde, de natureza temporária e excecional, para assegurar a resposta das instituições públicas e do setor solidário, com atividade na área social e da saúde, durante a pandemia da doença COVID-19, veio introduzir um regime extraordinário de majoração das bolsas mensais do «Contrato emprego-inserção» (CEI) e do «Contrato emprego-inserção » (CEI ) em projetos realizados nestas instituições, nos termos previsto na Portaria n.º 82-C/2020, de 31 de março. Neste contexto, o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) é que medeia o processo.

André Nunes, estudante da licenciatura em Farmácia, decidiu integrar esta bolsa de voluntários porque pretende contribuir com algo útil para a sociedade. “Creio que ajudar os que mais precisam ou os mais idosos faça parte de um dever cívico que todos devemos de ter.” André refere ainda que terá “todo o prazer em ajudar, sempre que possa e sempre que seja necessário.”

Face à situação atual, também Inês Vieira decidiu responder logo ao desafio porque considera que “é uma questão de humanidade, à qual não podemos estar alheios”.Para esta estudante de Enfermagem “em tempos de crise toda a sociedade deve assumir um compromisso com a solidariedade”. Inês encara como “uma necessidade a sua contribuição para que se mantenham assegurados os cuidados essenciais à população residente em equipamentos sociais”.

Para Maria Fonseca ser aluna da Escola Superior de Saúde da UAlg traz-lhe um dever acrescido: “se estamos na área da Saúde é porque pretendemos ajudar os outros em tudo o que nos for possível”. Estudante do curso de Ciências Biomédicas Laboratoriais, decidiu integrar esta bolsa de voluntários porque acha que “face à situação em que nos encontramos, todos devemos prestar auxílio da forma que conseguirmos”. Num momento particularmente difícil, considera que “toda a ajuda é bem-vinda e que todos devemos ajudar de alguma forma”. Maria sente-se motivada para abraçar este desafio, mas com um sabor amargo. “É gratificante saber que posso fazer algo por quem mais precisa neste momento, sinto-me menos inútil, porém não posso dizer que me sinto feliz devido ao que se está a passar ao nosso redor!”

O que move estes voluntários? Todos são a unânimes a responder: “a solidariedade e a missão de proteger a população mais vulnerável”.

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