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Investigadores da Universidade do Algarve lutam por preços mais baixos nos medicamentos

Publicado em 03 Agosto 2018 por RUA

Wolfgang Link, investigador no Centro de Investigação em Biomedicina (CBMR), da Universidade do Algarve, acaba de publicar na Revista The Lancet Oncology, um comentário que visa discutir e colocar em causa o elevado preço pago pelos contribuintes pelos atuais medicamentos no mercado. 

Refletindo sobre o facto de, nas últimas décadas, termos assistido a uma mudança de paradigma – que leva a que grande parte dos novos fármacos dependam, efetivamente, de um maior conhecimento e entendimento sobre a doença – só conseguido através de anos de investigação básica (financiada, na maior parte das vezes, pelo Estado e pelo setor público), o investigador problematiza sobre o facto do setor privado, nomeadamente as empresas, se aproveitarem, mais tarde, destas investigações e do conhecimento por elas produzido, para  desenvolver novos medicamentos com elevadas margens de lucro.

Wolfgang Link esclarece que, para minimizar os riscos, as empresas privadas fazem uma espécie de outsourcing das fases mais arriscadas do desenvolvimento de novos fármacos, deixando-as a cargo das universidades ou de pequenas empresas de biotecnologia, para, mais tarde, tirar partido do conhecimento produzido por estas para desenhar medicamentos com pequenas alterações, vendidos ao Estado a preços bem mais elevados.

Refletindo sobre o modo como o desenvolvimento de novos medicamentos tem permitido tratamentos cada vez mais direcionados e abordagens mais personalizadas, o investigador assume que a relação risco/recompensa no que diz respeito à inovação farmacêutica se encontra altamente desequilibrada quando comparado o setor público com o setor privado.

Na verdade, a partir do artigo parece ser possível sugerir que os contribuintes estão a pagar duas vezes os medicamentos – a primeira vez – através do financiamento público da investigação científica – e, mais tarde, para obter acesso a estes medicamentos, a preços mais elevados do que seria de esperar.

De acordo com o investigador, “o atual sistema de desenvolvimento de novos medicamentos é ineficiente e conduzir-nos-á, no futuro, a um cenário em que o acesso às terapias inovadoras será um privilégio apenas dos mais ricos”.

Partindo da premissa de que o conhecimento não tem preço, Wolfgang Link, investigador da Universidade do Algarve que, neste comentário contou com a consultoria do reconhecido economista norte-americano Dean Baker, defende, então, um investimento do Estado na área do desenvolvimento de novos fármacos, permitindo, assim, um maior equilíbrio no preço dos medicamentos, e chegando mesmo a apontar a gratuitidade como um dos caminhos a seguir para a nova geração de fármacos.

Leia o artigo completo aqui.

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Residência da UAlg reforça alojamento local nos meses de julho e agosto

Publicado em 18 Julho 2018 por RUA

Direcionada para um público jovem, mas também para famílias, Faro vê aumentada a sua oferta de alojamento local, durante os meses de julho e agosto, com uma residência localizada no coração da cidade, junto à zona histórica e a poucos metros da Ria Formosa. Propriedade dos Serviços de Ação Social da Universidade do Algarve, a Faro Albacor Residence passa a disponibilizar 29 quartos duplos e 9 individuais, totalmente renovados em 2018. 

Além dos quartos com casa de banho privativa, no piso térreo existe uma sala de convívio equipada com TV e acesso à internet.

A Faro Albacor Residence oferece, assim, aos seus hóspedes a possibilidade de ficarem alojados no centro da cidade de Faro, capital do Algarve, a apenas 5 minutos do centro histórico, lojas, marina, shopping e apenas a 15 minutos de carro do Aeroporto Internacional de Faro.

Mais informações e reservas em: http://faroalbacorresidence.ualg.pt/pt/

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Universidades do Algarve e de Évora realizam a maior investigação de sempre sobre saúde dos professores em Portugal

Publicado em 18 Julho 2018 por RUA

Já são conhecidos os resultados dos maiores estudos feitos até ao momento sobre stress, motivação e saúde dos professores em Portugal. A investigação, realizada pelas Universidades do Algarve e de Évora, contou com a participação de cerca de 15 mil professores.

A sessão de apresentação dos resultados contou com a presença de José Verdasca, coordenador do Programa Nacional de Promoção do Sucesso Escolar, Adelinda Candeias, professora associada da Universidade de Évora, participando ainda por videoconferência Saúl Neves de Jesus, vice-reitor e professor catedrático da Universidade do Algarve. Nesta sessão pública estiveram representantes de sindicatos, escolas, associações profissionais e órgãos de comunicação social.

José Verdasca salientou a importância da valorização social da profissão de professor como condição fundamental para o bem-estar e a qualidade da educação. Destacou ainda a importância dos resultados obtidos em estudos anteriores que salientam a maior intensidade da expressão de afeto e gosto pelos professores por parte dos alunos portugueses, quando comparados com alunos de outros países europeus. No entanto, esses mesmos alunos portugueses, quando questionados sobre a sua intenção de virem a ter a profissão docente, apenas 1% admite essa possibilidade para o seu futuro.

Saúl de Jesus salientou a importância dos resultados obtidos nas investigações realizadas, a partir dos quais “podem ser delineadas estratégias de intervenção nos planos político, formativo e organizacional, que possam contribuir para prevenir os elevados níveis de stresse, exaustão e desmotivação dos professores portugueses”. Acrescentou que “este tema é da maior importância desde há vários anos”.

Por seu turno, “Adelinda Candeias destacou a importância dos resultados como ponto de partida para uma intervenção junto dos professores que ‘trate’ e previna o stress e promova a saúde e o bem-estar profissional e pessoal da pessoa que é o professor. Uma intervenção que deve ser diferenciada, de acordo com as necessidades dos professores e os indicadores de saúde que apresentam, à semelhança do que se faz, por exemplo, na Alemanha e na Espanha, onde programas de gestão de stresse e de promoção da saúde estão a ser testados com sucesso.

De seguida foram apresentados os principais resultados de estudos, ainda a decorrer, coordenados por Saúl de Jesus e Adelinda Candeias, sobre: “A motivação profissional dos docentes do Ensino Básico e Secundário: A influência de variáveis organizacionais, individuais e pertencentes à interface sujeito-organização”, desenvolvido por João Viseu; ”Mobbing/Assédio no trabalho em professores de Ensino Básico e Secundário” de António Portelada; e “Saúde docente: estudo da influência de variáveis organizacionais e pessoais”, de Liberata Borralho.

De entre os principais resultados obtidos nestes estudos destacam-se os seguintes: numa amostra de 12.158 professores portugueses, 52.4% percecionam bem-estar do desempenho da sua atividade profissional, 50.2% sofrem de esgotamento, 26.9% de distúrbios cognitivos, 32% de distúrbios músculo-esqueléticos e 27.9% de alterações na voz. Verificou-se, ainda, que os resultados obtidos nas várias dimensões de saúde dos professores portugueses são, na sua generalidade, inferiores aos dos espanhóis, observando-se maiores diferenças nas dimensões bem-estar e esgotamento.

As análises realizadas permitiram definir três níveis de intervenção diferenciados, de acordo com o índice de saúde. Um primeiro nível onde 24.4% dos professores apresentam baixos resultados e cuja intervenção a realizar deve ser, essencialmente, ao nível do tratamento dos problemas diagnosticados e de promoção do bem-estar; um segundo nível (saúde média), com 45.2%, onde se deve incidir com intervenção preventiva; e um terceiro nível (saúde alta), com 30.4%, que evidenciam um grupo de professores resilientes, envolvido na sua profissão e que experienciam bem-estar, e que, como tal, deverão ser melhor investigados no sentido de ajudar a identificar modelos promotores de bem-estar e resiliência na profissão docente. Encontram-se mais professores portugueses no índice de saúde mais baixo e menos nos índices médio e alto, quando comparamos com os professores espanhóis.

Os resultados indicam-nos que os professores do ensino público, do 2º e 3º ciclo, e secundário, do género feminino, com mais de 50 anos e 20 de serviço são os que apresentam menor bem-estar e mais problemas relacionados com as dimensões de perda de saúde e, sobre os quais devem incidir urgentemente um programa de intervenção de primeiro nível. Este estudo revela ainda que o principal preditor da baixa saúde dos professores portugueses é a exaustão; 24,4% dos professores portugueses apresenta baixos resultados no índice de saúde profissional, enquanto em Espanha se haviam verificado 20% dos professores nesta situação (N=11668).

No estudo sobre mobbing/assédio no trabalho, com 2003 professores, 22,5% dos professores têm consciência que sofrem com este fenómeno, no entanto, 75,1% dos professores assinalaram pelo menos um item da escala de mobbing LIPT-60, mas não reconhecem estar a ser vítimas (N=1504). Em média, os professores relatam 9 condutas de mobbing no local de trabalho. As condutas de agressão mais verificadas inserem-se no bloqueio à comunicação (47%), ou seja, condutas que não deixam provas físicas. Dos professores que referem ter sido vítimas de mobbing, 83% consideram que tal teve consequências na sua saúde e desses, 59% recorreu pelo menos uma vez por ano ao atestado médico e 19 % recorreu pelo menos duas vezes.

Por fim, o estudo relativo à influência de variáveis organizacionais, individuais e pertencentes à interface sujeito-organização (N=1129), demonstrou que: a relação entre a satisfação no trabalho e o desejo de permanecer na escola é parcialmente explicada pela identificação psicológica dos docentes com o estabelecimento de ensino; a combinação das perceções sobre a avaliação de desempenho e a justiça organizacional facilitam os recursos psicológicos positivos dos docentes (autoeficácia, resiliência, otimismo e esperança); a associação entre uma cultura de suporte (focada nas relações interpessoais e caracterizada por uma comunicação aberta) e o funcionamento da escola fomentam a satisfação laboral; a relação entre o clima da escola e o seu funcionamento contribui, igualmente, para uma maior satisfação no trabalho; e, quando os docentes se sentem justamente tratados pela sua escola e o funcionamento desta é visto como eficaz, vai surgir uma maior identificação psicológica com o estabelecimento de ensino e uma maior satisfação com as tarefas desempenhadas.

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Alunos internacionais elogiam Cursos de Verão da UAlg

Publicado em 15 Julho 2018 por RUA

Terminou a 5ª edição dos cursos de verão da Universidade do Algarve. Este ano a Academia algarvia apostou na internacionalização, disponibilizando 40 vagas, totalmente gratuitas, para alunos do Ensino Médio Brasileiro, que se juntaram a cerca de 250 alunos do Ensino Secundário, provenientes de quase todo o país, para frequentarem mais de duas dezenas de cursos, em diversas áreas de estudo. Do Brasil, vieram alunos de São Paulo, Rio Grande do Sul, Brasília, Manaus, Maranhão, Pernambuco, Rio de Janeiro e Paraná.

Beatriz Mazzoni, 16 anos, e Felipe Leal, 17 anos, são brasileiros e encontraram-se pela primeira vez na Universidade do Algarve. Ela veio de São Paulo, ele do Rio de Janeiro. Ambos se inscreveram no curso de verão “Encontro com o Mar”. Se Beatriz está certa do percurso académico que quer seguir, Felipe viu as suas certezas desvanecerem-se. Cursar Biologia Marinha na UAlg é o desejo de Beatriz, “portanto este curso de verão é uma antecipação do que quer seguir”. Se até chegar à Academia algarvia Felipe queria Oceanografia, “conhecendo a UAlg, o campus, os laboratórios, a faculdade e a cidade”, este carioca balança: “estou bem tentado a vir para aqui para fazer Biologia Marinha, estou gostando muito!”.

Beatriz destaca as experiências em laboratório, como as que realizaram com microalgas, e os desportos náuticos na Ria Formosa. Felipe adorou todas as saídas, como a visita ao Mercado Municipal de Faro, que lhe permitiu ficar a saber mais sobre as várias espécies de pescado e sobre a sua qualidade.

“Está a ser incrível”, salienta Beatriz. “A tranquilidade de Faro e o facto de poder passear nas ruas em segurança”, não passaram despercebidas a esta brasileira de São Paulo. “Foi muito legal, não tenho palavras!” Também Felipe se mostra encantado, “é tudo muito tranquilo, a todo o canto que eu vou fico maravilhado, cada lugar é mais bonito que o outro”!

Também os alunos portugueses se mostram agradecidos e enriquecidos com a experiência. É o caso de Bruno Rodrigues, que terminou o 12º ano e veio de Lisboa para frequentar o curso “Transforma uma ideia num negócio de sucesso”. Quer seguir Gestão e considera que este curso de verão está a ser “espetacular”. Sobre a dinâmica do grupo, refere que a troca de experiências tem sido “muito interessante” e “enriquecedora”. Recomenda estes cursos a “100 por cento” e admite que a UAlg poderá ser uma “hipótese para o futuro”. A frequentar o mesmo curso está Francisco Pinto, que veio de Leiria. Considera que estes cursos estão bem doseados, já que aliam a componente letiva, ao lazer e ao desporto. Aconselha vivamente esta experiência.

Além das atividades letivas e experimentais variadas, da parte da manhã, estes cursos têm ainda uma componente desportiva, da parte da tarde, que engloba surf, SUP, batismo de mergulho, bodyboard, canoagem, jogos de praia, na ilha de Faro. Em tempo de férias, os alunos também tiveram atividades lúdicas e culturais.

Totalmente gratuitos para os alunos brasileiros, incluindo alojamento e refeições, foram financiados pelo projeto “Algarve is Our Campus – Study and Research in Algarve”, cofinanciado pelo Programa Operacional Regional do Algarve – CRESC Algarve 2020, através do Sistema de Apoio a Ações Coletivas – Internacionalização. Este projeto tem como objetivo promover e reforçar a notoriedade e atratividade da Universidade do Algarve e da Região, através da implementação de ações que visam a internacionalização e o consequente aumento do número de estudantes, docentes e investigadores internacionais.

Recorde-se que a UAlg triplicou o número de estudantes brasileiros. Em 2014/15 estudavam na UAlg cerca de 240 e no ano letivo que está a terminar estudam cerca de 700 brasileiros, num universo de quase oito mil alunos, representando aproximadamente 9% dos alunos da UAlg e mais de 50% dos estudantes internacionais, num universo de cerca de 1400, provenientes de 70 nacionalidades. Nos últimos quatro anos, o crescimento foi de 190% ou seja o número triplicou, fazendo com que a UAlg, percentualmente, esteja no Top Nacional na escolha dos estudantes brasileiros.

Já em 2018/2019 a Universidade do Algarve prevê ter a estudar nos seus Campi quase 900 alunos de nacionalidade brasileira.

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Cooperação e Associativismo são ferramentas chave para rentabilizar empresas Agroalimentares da euro-região

Publicado em 12 Julho 2018 por RUA

Cooperação e Associativismo são ferramentas chave para melhorar a rentabilidade das Empresas Agroalimentares da euro-região. Esta foi a principal conclusão de um estudo sobre o setor agroalimentar na euro-região Alentejo-Algarve-Andaluzia (AAA), realizado no âmbito do projeto de cooperação internacional: Prototyping. 

Com o focus group realizado no Algarve conclui-se a fase de estudo (análise da envolvente) do Prototyping. Trata-se de um projeto internacional de cooperação entre a Andaluzia e Portugal, que tem como objetivos desenvolver novas iniciativas empresariais e empreendedoras no setor agroalimentar e apoiar as empresas no desenvolvimento de novos produtos e formas inovadoras de comercialização através da prototipagem.

O projeto Prototyping, onde participam entidades andaluzas e portuguesas, encerra, assim, a sua primeira fase com o estudo de produtos representativos do setor agroalimentar das três regiões envolvidas, e do tecido empresarial do setor, constituído maioritariamente por Pequenas e Médias Empresas (PMEs) e Micro-Pequenas e Médias Empresas (Micro-PMEs).

O focus group realizado na Escola Superior de Gestão, Hotelaria e Turismo (ESGHT) da UAlg foi o terceiro (antes realizaram-se na Andaluzia e no Alentejo) e contou com a presença de mais de 20 pessoas representando entidades, públicas e privadas, portuguesas e andaluzas que se reuniram para debater o desenvolvimento do setor e das empresas agroalimentares do Algarve. A reunião, muito participada, procurou recolher sugestões e contributos dos participantes para ultrapassar constrangimentos e dificuldades comuns às três regiões e encontrar soluções para explorar o potencial e as oportunidades existentes.

 

Dificuldade de acesso ao mercado local 

A dinâmica inerente ao focus group consiste em reunir um grupo (de aproximadamente 20 pessoas) com o propósito de gerar discussão e debate sobre um determinado tema. Neste debate recolheram-se opiniões sobre o estudo das microempresas agroalimentares e sobre o catálogo de recursos da região algarvia neste setor, desenvolvidos no âmbito do projeto Prototyping, com o objetivo de identificar oportunidades e desafios e estabelecer sinergias. Esta metodologia foi utilizada nas três regiões que integram o projeto como parte da fase de estudo do setor, tendo sido realizado trabalho de investigação (informação secundária) e inquéritos no terreno.

No caso do Algarve, estudaram-se os seguintes recursos agroalimentares, representativos da região: azeite; batata-doce de Aljezur IGP; citrinos do Algarve IGP; conservas de peixe; doçaria regional (alfarroba, amêndoa e figo); enchidos tradicionais; sal e flor de sal; medronho do Algarve IGP; mel e vinhos regionais.

A análise realizada às empresas do setor revelou a existência de um paradoxo no Algarve: as PME´s agroalimentares têm dificuldades para vender os seus produtos a nível local, porque além de existir um índice elevado de exportação dos produtos (a granel), paralelamente existe um elevado índice de importação para satisfazer as necessidades do setor turístico. O setor agroalimentar está muito atomizado e torna-se necessário fomentar e promover o associativismo.

Constatou-se que há uma renovação do tecido empresarial e que estão a surgir novos empreendedores, que conferem dinamismo ao setor, e que apostam na criação de novos produtos. Neste sentido, o objetivo do projeto Prototyping, é contribuir para operar uma mudança significativa: deixar de vender matérias-primas e passar a vender produtos elaborados que permitam aumentar a rentabilidade do setor.

 

Um projeto de cooperação internacional adaptado às micro e pequenas empresas agroalimentares 

Através de metodologias inovadoras, como as empresas mãe e as fábricas brancas, o projeto Prototyping irá ajudar os empreendedores e as empresas agroalimentares a definir modelos de negócio mais rentáveis, competitivos e sustentáveis. O projeto pretende ainda facilitar o arranque de novas empresas neste setor, tornar o processo mais rápido, reduzir o risco associado a um novo investimento e fomentar a colaboração entre empresários para melhorar a competitividade empresarial e territorial da euro-região AAA no seu todo.

Prototyping AAA é um projeto cofinanciado a 75% pelo FEDER através do Programa de Cooperação Interreg V A Espanha-Portugal (POCTEP). A área de implementação do projeto inclui as regiões do Algarve, Alentejo e a metade ocidental da Andaluzia e está a ser executado por entidades andaluzas e portuguesas: a Fundación Andanatura para el Desarrollo Socioeconómico Sostenible (beneficiário principal); a Unión de Agricultores y Ganaderos de Andalucía (COAG); a Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo (ADRAL); o NERA- Associação Empresarial da Região do Algarve, e a Universidade do Algarve, através do CRIA – Divisão de Empreendedorismo e Transferência de Tecnologia.

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UAlg promove tecnologia nos EUA

Publicado em 10 Julho 2018 por RUA

A Universidade do Algarve realizou, entre os dias 20 de junho e 6 de julho, várias visitas a escolas, universidades e empresas nos Estados Unidos da América, com o intuito de divulgar e protocolar o licenciamento da plataforma MILAGE APRENDER+, desenvolvida pela Universidade do Algarve.

Com o apoio de Pedro Oliveira, cônsul de Portugal em Newark, e José Adão, adjunto de coordenação do Ensino Português nos Estados Unidos da América, foram realizadas várias apresentações nas Escolas Públicas de Newark, com vista ao desenvolvimento de um projeto piloto de utilização da plataforma MILAGE APRENDER+ naquelas escolas. Lideradas por Mauro Figueiredo, investigador responsável pela criação da plataforma e docente da UAlg, foram ainda realizadas várias apresentações nas escolas públicas de Miami-Dade com o mesmo objetivo.

Por último foram realizadas várias reuniões, coordenadas por Hugo Barros, coordenador da Divisão de Empreendedorismo e Transferência de Tecnologia (CRIA) da Universidade do Algarve, com empresas que desenvolvem projetos educativos em áreas da Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática tendo em vista futuras parcerias para a utilização da plataforma MILAGE APRENDER+.

A app MILAGE APRENDER+ foi desenvolvida para o ensino da matemática e implementa um método pedagógico inovador que estimula a aprendizagem autónoma. Com esta aplicação os alunos podem resolver exercícios, do 1º ao 12º anos, na sala de aula ou de forma autónoma. Mais de 10 mil alunos usam esta aplicação, também disponível em várias línguas.

A presente ação foi dinamizada ao abrigo do projeto TT 2.0 – Transferência de Tecnologia e Conhecimento para o Mercado, cofinanciado pelo PO CRESC Algarve 2020, através do Sistema de Apoio a Ações Coletivas – Transferência do Conhecimento Científico e Tecnológico.

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CIAC e Cineclube de Faro promovem conferência sobre Educação e Cinema

Publicado em 05 Julho 2018 por RUA

O Centro de Investigação em Artes e Comunicação (CIAC) da Universidade do Algarve e o Cineclube de Faro juntam-se, uma vez mais, para promover uma conferência em torno do Cinema e da Educação. O evento decorrerá no próximo dia 10 de julho, às 15h30, na Universidade do Algarve, no auditório 1.4 do Complexo Pedagógico do Campus da Penha. 

Esta conferência, intitulada “Cinema e Educação: da produção à receção”, apresenta uma perspetiva inversa ao habitual, partindo do ponto de vista do cinema e do audiovisual, para refletir sobre como a Educação – como leitura de mundo (Paulo Freire) e responsabilidade pelo mundo (Hanna Arendt) – contribui com os processos de criação artística, seja na produção descentralizada, nos processos colaborativos, nos projetos de criação que incorporam a experiência do público, nas pedagogias das imagens; seja em uma poética da receção.

Paula Nunes,  professora e investigadora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), participará nesta iniciativa, de entrada é livre, para partilhar e discutir as possibilidades do encontro entre o Cinema e a Educação, nomeadamente as metodologias e experiências de produção de conhecimento através do cinema e do audiovisual na Educação. 

Ana Paula Nunes é professora adjunta de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Com formação académica em Cinema (mestre e graduada pela Universidade Federal Fluminense), é doutora em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia – UFBA (2016), tendo realizado “Doutorado Sanduíche” no Centro de Investigação em Artes e Comunicação, na Universidade do Algarve (2014). Trabalha e pesquisa sobre cinema e educação desde 1998, quando se tornou membro da ONG CINEDUC – Cinema e Educação. Atualmente atua também como tutora do Programa de Educação Tutorial – PET Cinema, o único grupo PET direcionado para o trabalho com cinema, dentro de um universo de mais de 800 grupos distribuídos pelas instituições de ensino superior do Brasil.

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João Guerreiro foi distinguido com “Medalha de Mérito Científico, Ciência 2018”

Publicado em 04 Julho 2018 por RUA

João Guerreiro, professor catedrático e antigo reitor da UAlg, foi distinguido com a “Medalha de Mérito Científico, Ciência 2018”, entregue pelo primeiro-ministro, António Costa. A cerimónia decorreu no dia 3 de julho, no encontro anual dos investigadores “Ciência 2018”, no Centro de Congressos de Lisboa. 

As “Medalhas de mérito científico, Ciência 2018” destinam-se a galardoar as individualidades nacionais ou estrangeiras que, pelas elevadas qualidades profissionais e de cumprimento do dever, se tenham distinguido por valioso e excecional contributo para o desenvolvimento da ciência ou da cultura científica em Portugal.

João Guerreiro é mestre em Ordenamento Rural e Ambiente e doutorado em Ciências Económicas.

Recorde-se que foi reitor da Universidade do Algarve, presidente da Comissão de Coordenação da Região do Algarve, presidente do Programa Operacional do Algarve – PROA. Presidiu à Comissão Técnica Independente sobre os incêndios de 2017, nomeado pela Assembleia da República.

Atualmente preside à Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES).

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Alunos de Medicina da UAlg vencem maior competição europeia de simulação médica

Publicado em 29 Junho 2018 por RUA

Guilherme Henriques, André Silva , Carlos Batista, Tiago Cardoso e  Francisco Fernandes, alunos do Mestrado Integrado em Medicina da Universidade do Algarve, acabam de sagrar-se vencedores da maior competição europeia organizada pela Society in Europe for Simulation Applied to Medicine (SESAM). 

A competição, que teve lugar em Bilbau e contou com equipas provenientes de diversos pontos do mundo, é considerada um dos maiores eventos a nível mundial, colocando anualmente à prova a performance de centenas de estudantes de Medicina na área da emergência médica.

Na final, que contou com a presença de países como o Reino Unido, a Holanda e a Turquia, destacaram-se os alunos portugueses, da Academia algarvia, que, treinados por Alexandra Binnie, docente do Mestrado Integrado em Medicina, ofereceram à Europa e ao mundo um pouco da competência e do talento que se aprende, se ensina e se cultiva em terras lusas.

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Nobel da Química 2016 e químicos de todo o mundo reúnem-se na UAlg

Publicado em 22 Junho 2018 por RUA

A “24th IUPAC – International Conference on Physical Organic Chemistry (ICPOC 24)” decorrerá em Faro, de 1 a 6 de julho. Esta conferência contará com a participação de mais de 250 químicos de todo o mundo e trará à Universidade do Algarve cientistas de renome, com especial destaque para Bernard Feringa, laureado com o Nobel da Química em 2016, e Frances Arnold, condecorada pelo presidente Barack Obama e galardoada com o prémio Millennium Technology em 2016.

Pelo impacto destes dois cientistas no desenvolvimento da ciência e da tecnologia, a Câmara Municipal de Faro associa-se à iniciativa, abrindo as portas do Teatro das Figuras para a realização da sessão de abertura da ICPOC 24, no dia 1 de julho, a partir das 16h00, convidando à participação de todos os interessados.

Refira-se que Bernard Feringa é químico orgânico, especialista mundial em processos químicos que envolvem catálise homogénea e em nanotecnologia molecular. Foi laureado com o Nobel de Química, juntamente com Jean-Pierre Sauvage e Fraser Stoddart, pelo seu trabalho pioneiro no desenvolvimento de máquinas moleculares.

Frances Arnold é engenheira química, especialista em biotecnologia. O seu trabalho pioneiro em evolução dirigida, com impacto em áreas que envolvem catálise enzimática, por exemplo em biomedicina, valeu-lhe a atribuição de inúmeros prémios.

As conferências ICPOC são reguladas pela União Internacional da Química Pura e Aplicada (IUPAC), uma organização não-governamental dedicada ao avanço da química, que tem como membros todas as sociedades nacionais de Química. Foi criada em Genebra, em 1919 e está sediada em Zurique, Suíça.

Estas reuniões internacionais reúnem químicos de todo o mundo, ativos em diversas áreas da química, nomeadamente química orgânica, química física, química teórica, catálise e química supramolecular. Os temas das reuniões do ICPOC abrangem estudos da estrutura de compostos orgânicos, da reatividade orgânica e dos mecanismos de reação e também das propriedades e aplicações de sistemas baseados em compostos orgânicos.

As conferências ICPOC tiveram início em 1972. As últimas realizaram-se na China (Xangai, 2004, ICPOC 17), Polónia (Varsóvia, 2006, ICPOC18), Espanha (Santiago de Compostela, 2008, ICPOC 19), Coreia do Sul (Busan, 2010, ICPOC 20), Reino Unido (Durham, 2012, ICPOC 21), Canadá (Ottawa, 2014, ICPOC 22) e Austrália (Sidney, 2016, ICPOC 23).

A organização da ICPOC 24 está a cargo da Faculdade de Ciências e Tecnologia e do Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve.

O programa completo da ICPOC 24, que inclui sessões plenárias e sessões temáticas, com apresentações orais e em painel, pode ser consultado aqui

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